Governo diz que 48 cidades têm risco de epidemia de dengue

4,6 milhões de pessoas vivem em áreas de risco para epidemia de dengue
| 05/12/2011
- 18:29
Governo diz que 48 cidades têm risco de epidemia de dengue

4,6 milhões de pessoas vivem em áreas de risco para epidemia de dengue

O Ministério da saúde divulgou nesta segunda-feira o mapa da dengue no país. Dos 561 municípios pesquisados, 48 estão em situação de risco, 236 em alerta e 277 apresentam índice satisfatório.

O Levantamento de Índice Rápido de Infestação por Aedes aegypti (Lira) foi realizado entre os meses de outubro e novembro deste ano, em parceria com as secretarias municipais de saúde. Nos municípios em situação de risco, mais de 3,9% dos imóveis pesquisados apresentaram larvas do mosquito. Ao todo participaram 561 cidades.

“O Lira é um instrumento fundamental para orientar as ações de controle da dengue, pois possibilita que os gestores locais de saúde antecipem as ações de prevenção”, observa o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.

Segundo ele, o resultado do levantamento não significa que a situação não possa ser revertida. “Um determinado município, que apresenta situação de risco, poderá mudar este cenário com a intensificação das medidas nas áreas de maior risco”, explica ele.   

O mapa revelou ainda que 4,6 milhões de pessoas vivem em áreas de risco para epidemia de dengue. O Ministério da Saúde, de acordo com o ministro, acompanhará de perto a evolução da dengue nos estados e municípios. “Além do sistema de vigilância convencional, contamos, a partir de agora, com o Observatório da Dengue, mais uma ferramenta que irá nos ajudar no monitoramento da doença por meio das redes sociais”, ressalta Padilha.

A nova avaliação, apresentada nesta segunda-feira (5) pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha, e pelo secretário de Vigilância em Saúde, Jarbas Barbosa – aponta, ainda, que 236 cidades estão em alerta (com índice entre 1% e 3,9%) e 277 possuem índice satisfatório, abaixo de 1%.  

Os municípios em situação de risco, incluindo três capitais – Rio Branco (AC), Porto Velho (RO), Cuiabá (MT) –  estão localizados em 16 estados brasileiros: quatro na Região Norte; sete no Nordeste ; três no Sudeste; um no Centro-Oeste e um na Região Sul. (veja tabela abaixo).

Alerta

Entre as capitais em situação de alerta, destacam-se Salvador, com índice de infestação de 3,5%; Recife (3,1); Belém (2,2); São Luis (1,6%); e Aracaju (1,5%). Fortaleza e Natal, que no ano passado estavam em estado de alerta, passaram para situação considerada satisfatória, com índices de infestação de 0,9 e 0,8, respectivamente. 

Neste ano, o LIRA foi ampliado para 561 municípios, um acréscimo de 53% com relação a 2010, quando foi realizado em 427 cidades. O levantamento passará a ser feito, pelo menos, três vezes ao ano. A medida tem como objetivo possibilitar que as comunidades conheçam os lugares mais críticos.

“É preciso que todos participem desta luta de combate à dengue: o governo federal, os governos estaduais e municipais e, sobretudo a sociedade, seja morador de casa ou até mesmo de apartamento. Cada um de nós deve ser o fiscal da sua residência, adotando medida de prevenção”, alerta o secretário de Vigilância em Saúde, do Ministério da Saúde, Jarbas Barbosa.

O secretário lembra que, basta uma quantidade pequena água para o mosquito colocar seus ovos. “Fiscalize a sua casa, mas também fique alerta para as residências vizinhas. Informe às secretarias municipais e estaduais os responsáveis por áreas que estejam favorecendo criadouros”, acrescenta.

Criadouros

Na região Norte, a predominância dos criadouros do mosquito Aedes aegypti está concentrada nos resíduos sólidos de lixo (44% dos imóveis analisados). Já na Região Nordeste o problema está relacionado ao abastecimento de água (caixas de água, tambores, poços) onde se encontram 72,1% dos criadouros do mosquito. Os principais focos (46,9%), na Região Sudeste, estão nos depósitos domiciliares (vasos, pratos, bromélias, ralos, lages e piscinas). No Centro-Oeste os criadouros estão relacionados ao abastecimento de água e, no Sul, ao lixo.  

O Ministério da Saúde está repassando R$ 90 milhões para a qualificação das ações de prevenção e controle da dengue a 989 municípios brasileiros.  Os municípios selecionados deverão assinar um termo de adesão com o compromisso de realizar atividades de vigilância epidemiológica, além de medidas voltadas para a assistência dos pacientes.

Redução de casos

Até o final de novembro, foram notificados 742.364 casos suspeitos de dengue em todo o país. Em comparação com o mesmo período do ano passado, houve uma redução de 25%. De janeiro a novembro de 2010, foram registrados 985.720 casos suspeitos da doença. As regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste também registraram diminuição nos casos de dengue: A maior redução – de 77% – foi registrada na Região Centro-Oeste. Foram 211.695 casos, em 2010, contra 48.524, em 2011.

No Sudeste este índice foi 25%,-  472.644 (2010) contra 352.848 (2011) –  e, na Região Sul, de 13% – 40.961 (2010) contra 35.734 (2011). Já nas regiões Norte e Nordeste, houve aumento no número de casos. No Norte, em 2010, foram 89.751 e, em 2011, 115.042, aumento de 28%. No Nordeste foram 170.669 casos, em 2010, contra 115.042, em 2011,  acréscimo de 28% em comparação com o mesmo período.

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