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Furto e violência doméstica estão no topo dos crimes mais praticados no Estado até agora

A última pesquisa foi divulgada nesta quinta-feira, 20, com base nas ocorrências do banco de dados do Sigo. Nos primeiros nove meses de 2011, no topo da lista das ocorrências aparecem os casos de furto, com 10.013 registros. Na sequência vem violência doméstica com 3.591 casos.

Arquivo Publicado em 20/10/2011, às 19h32

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A última pesquisa foi divulgada nesta quinta-feira, 20, com base nas ocorrências do banco de dados do Sigo. Nos primeiros nove meses de 2011, no topo da lista das ocorrências aparecem os casos de furto, com 10.013 registros. Na sequência vem violência doméstica com 3.591 casos.

Conforme relatórios publicados pela Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp), as estatísticas criminais registradas oficialmente demonstram que casos de violência doméstica e furto foram os mais praticados nos três primeiros trimestres em Mato Grosso do Sul. A última pesquisa foi divulgada nesta quinta-feira, 20, com base nas ocorrências do banco de dados do Sigo (Sistema Integrado de Gerência Operacional).

De acordo com os registros oficiais nos primeiros nove meses de 2011 no topo da lista das ocorrências aparecem os casos de furto, com 10.013 registros. Na sequência vem violência doméstica com 3.591 casos.

No ranking, os casos de furto aparecem em primeiro lugar entre os crimes mais praticados no Estado nos últimos nove meses, com 10.013 ocorrências registradas oficialmente. Quando não encaminhados para a delegacia de área, são investigados pela Delegacia Especializada de Roubos e Furtos, no caso da Capital. Normalmente a especializada atende aqueles onde o prejuízo ficou na casa de 20 salários mínimose de autoria desconhecida.

O delegado titular da Derf, Pedro Espíndola reforça que a grande maioria dos furtos vão para as delegacias de área e muitas vezes são praticados por dependentes químicos ou ainda por pessoas que se aproveitam que a vítima esqueceu algo em lojas, por exemplo. No que diz respeito aos roubos (3.450 casos) é de objetos de pequeno valor como celulares, por exemplo e acontecem em via pública. “Geralmente os praticantes estão em dupla e em motos. Não temos número elevado envolvendo quadrilhas até porque nos últimos anos foram solucionados muitos casos”, diz.

No que diz respeito aos roubos envolvendo residências ele detalha que muitas vezes as pessoas estão em frente de suas casas conversando, tomando tereré e é aí que se tornam vítimas, ou seja, são roubos praticados porque as vítimas deram oportunidade.

A delegada titular da Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam), Rosely Molina, destaca que na verdade os casos envolvendo violência doméstica estão acima do registro oficial. Isto porque, muitas vezes, as vítimas acabam passando informações num primeiro momento que não caracterizam violência doméstica, mas, sim, ameaça, lesão corporal, entre os crimes. “Depois quando começamos a fazer os procedimentos investigatórios com coleta de oitivas é que percebemos que o crime é outro”, revela.

Por outro lado, as estatísticas não representam a realidade porque algumas mulheres ainda não registram as agressões sofridas, mesmo assim a Deam reforça que na atualidade as vítimas estão procurando a polícia. “As mulheres estão bem orientadas, bem encorajadas”, avalia a delegada Molina. Segundo ela, nos finais de semana é que acontecem mais casos e o reflexo das ocorrências acontecem mais no início da semana. Para se ter uma idéia, a média de casos ficou na casa de 40 na segunda e terça-feira desta semana. Na especializada também são feitos boletins de ocorrência de mulheres vítimas de ameaça, vias de fato e crimes sexuais.

Além de violência doméstica e furtos, outros crimes também chamam a atenção pelo número de registros nos últimos nove meses. Em terceiro lugar vem roubo com 3.450 casos, ameaça vem em quarto com 2.454 e lesão corporal com 2.364 casos.

Jornal Midiamax