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França segue EUA e anuncia retirada de tropas do Afeganistão

O presidente da França, Nicolas Sarkozy, anunciou hoje (23) uma retirada gradual dos 4 mil soldados do país servindo no Afeganistão. O anúncio foi feito horas após o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, ter anunciado um cronograma de retirada de soldados americanos daquele país. A retirada dos soldados franceses será gradual e acontecerá de […]

Arquivo Publicado em 23/06/2011, às 21h57

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O presidente da França, Nicolas Sarkozy, anunciou hoje (23) uma retirada gradual dos 4 mil soldados do país servindo no Afeganistão. O anúncio foi feito horas após o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, ter anunciado um cronograma de retirada de soldados americanos daquele país.


A retirada dos soldados franceses será gradual e acontecerá de forma “proporcional e de maneira semelhante à retirada dos reforços americanos”, diz a nota do Palácio do Eliseu.


Segundo o governo francês, a retirada começará nos próximos meses. Sarkozy ressaltou que a França concordava com a estratégia e os objetivos americanos e “estava feliz com a decisão do presidente Obama”.


Na noite de quarta-feira (20), Obama anunciou um cronograma que prevê a retirada das tropas americanas do Afeganistão em um ritmo mais rápido do que o esperado por analistas. O anúncio foi feito em meio a um déficit recorde no orçamento e a uma crescente perda de apoio popular à guerra.


Obama afirmou que 10 mil soldados deixarão o país ainda este ano e 23 mil serão retirados até o fim de setembro de 2012.


Esse contingente faz parte dos 33 mil soldados extras enviados ao país por Obama no fim de 2009. Segundo o presidente, até setembro de 2012 todos esses soldados terão voltado para casa.


Os Estados Unidos têm atualmente cerca de 100 mil soldados no Afeganistão. Obama não deu detalhes, porém, sobre os planos para retirar os cerca de 68 mil restantes.


O presidente afegão, Hamid Karzai, deu as boas-vindas à medida, mas o grupo Talibã disse que a retirada era “simbólica” e ameaçou continuar seu combate até que todas as forças estrangeiras saiam do país.

Jornal Midiamax