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Forças sírias matam 25 no combate a protestos

Tropas da Síria apoiadas por tanques mataram pelo menos 25 pessoas em uma varredura nesta segunda-feira na cidade de Homs, o centro da oposição, para conter a crescente resistência armada ao presidente Bashar al-Assad, em um levante de sete meses de duração, disseram moradores. Esse foi um dos mais altos números de mortes em um […]

Arquivo Publicado em 18/10/2011, às 01h28

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Tropas da Síria apoiadas por tanques mataram pelo menos 25 pessoas em uma varredura nesta segunda-feira na cidade de Homs, o centro da oposição, para conter a crescente resistência armada ao presidente Bashar al-Assad, em um levante de sete meses de duração, disseram moradores.


Esse foi um dos mais altos números de mortes em um mesmo dia na cidade que tem sido cenário de alguns dos protestos mais extensos na Síria, em uma onda de agitação exigindo um fim aos 41 anos de regime repressivo da família Assad.


Os confrontos de segunda-feira aconteceram após o estabelecimento de milicianos em distritos sunitas, alimentando as tensões entre a maioria sunita da cidade e membros da minoria alauíta de Assad, disseram residentes à Reuters por telefone.


Consciente da ameaça de guerra civil na Síria, a Liga Árabe ofereceu no domingo sediar negociações no Cairo entre a oposição, que formou um Conselho Nacional, e a liderança de Damasco.


Mas um representante da Síria para a Liga disse que o governo tinha grandes reservas sobre a oferta, enquanto a oposição do Conselho Nacional disse que não poderia se envolver em conversas enquanto Assad continuar sua ação militar contra as cidades rebeladas.


Em Homs, 140 quilômetros a norte de Damasco, tanques com metralhadoras pesadas invadiram os bairros sunitas de Bab Sbaa, Bab Dreib e Bab Amro, onde grandes protestos exigindo a remoção de Assad ocorreram regularmente, de acordo com moradores e ativistas.


Eles disseram que as forças encontraram resistência rudimentar, embora desertores do Exército estivessem ajudando alguns moradores a defender seus bairros e conseguiram atingir vários tanques com granadas propelidas por foguetes (RPGs).


‘A maioria dos moradores de Bab Sbaa fugiu. As tropas estão disparando fortemente dos tanques e dos bloqueios de estradas na área. O fogo vindo na outra direção é pequeno e intermitente’, disse um residente local por telefone.


‘Os bloqueios separaram todos os bairros um do outro, e disparos a esmo pelas tropas são comuns’, disse outro morador, que deu seu nome como Manal.


Homs, a cidade natal da mulher de Assad, Asma, encontra-se em meio a terras férteis na estrada principal para Alepo, segunda maior cidade da Síria.


Homs fica perto da fronteira com o Líbano, que começou a servir como uma linha de abastecimento para os insurgentes na cidade e seus arredores, incluindo os desertores do Exército que têm aumentado em número desde que a repressão se intensificou há dois meses.


Inspirados pelas revoltas da ‘Primavera Árabe’ que derrubaram regimes autocratas na Tunísia, Egito e Líbia, os protestos se espalharam pela Síria exigindo a saída da família Assad e mais liberdades políticas.


Autoridades sírias culpam ‘grupos terroristas armados’ pela violência, que eles dizem ter matado 1.100 homens do Exército e da polícia e estão operando em Homs, matando civis e figuras proeminentes.


Jornalistas estrangeiros estão proibidos em grande parte da Síria, tornando difícil a confirmação independente dos eventos relatados por moradores ou o governo.


A ONU diz que repressão de Assad já matou 3.000 pessoas em toda a Síria desde março, incluindo pelo menos 187 crianças.

Jornal Midiamax