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Felipão retorna para tentar apagar focos de insatisfação

Oito pontos em quatro rodadas, terceiro lugar no Campeonato Brasileiro, time se acertando… Nada disso consegue devolver a paz ao cotidiano do Palmeiras. Em uma semana conturbada e sem a presença do técnico Luiz Felipe Scolari, o clube tem de lidar com perdas e danos que podem ser irreversíveis. Pelo menos três jogadores já se […]

Arquivo Publicado em 17/06/2011, às 12h56

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Oito pontos em quatro rodadas, terceiro lugar no Campeonato Brasileiro, time se acertando… Nada disso consegue devolver a paz ao cotidiano do Palmeiras. Em uma semana conturbada e sem a presença do técnico Luiz Felipe Scolari, o clube tem de lidar com perdas e danos que podem ser irreversíveis. Pelo menos três jogadores já se sentem de malas prontas para respirar novos ares, dois deles insatisfeitos com suas situações.


Felipão está fora desde o domingo passado, dia do empate por 2 a 2 com o Internacional, pelo Campeonato Brasileiro. Resolvendo assuntos pessoais em Portugal, ele se ausentou da semana de treinos no CT e volta nesta sexta-feira com uma série de pendências profissionais para lidar. Em apenas três dias, o clube viu Tinga desabafar e praticamente acertar sua saída, o atacante Wellington Paulista acenar com uma transferência para o Internacional e o zagueiro Danilo antecipar sua ida para o Udinese-ITA.


As possíveis saídas de Tinga e Wellington ainda não respingam no elenco, mas os dois são muito queridos. O meia, mais tímido, é xodó dos jogadores mais velhos – o discurso padrão é de que ele “não faz mal a ninguém” e é “de grupo”. Em entrevista nesta quinta-feira, o volante Marcos Assunção lamentou a situação do jogador, vítima da polêmica entre Felipão e a DIS, braço esportivo do Grupo Sonda, que está em pé de guerra com o técnico. Nesta sexta, uma reunião deve selar a saída do meia.


– Ficamos tristes pelo Tinga, que chegou pouco depois de mim, fizemos boa amizade. Queremos ele aqui, que ele fique, mas se isso não der certo, torcemos para que ele seja feliz em outro clube – disse Assunção.


Wellington é amigo dos medalhões, principalmente Kleber e Valdivia. O Gladiador, aliás, foi um dos mais ativos no lobby para trazer o camisa 9 para o Verdão. Amigos desde os tempos de Cruzeiro, quando fizeram, juntos, 50 gols na temporada 2009, eles pouco repetiram a parceria com Felipão. Preterido por Luan, Adriano e até Dinei (recém-recuperado de lesão), Wellington segue sem chances. Sem entender os motivos de ser pouco aproveitado, o camisa 9 já estuda proposta do Inter e está “muito chateado” com sua situação, segundo pessoas próximas.


A situação da dupla pode encorajar outros nomes a externarem insatisfação com o técnico. Um jogador do elenco afirma que a relação com Felipão “não é ruim, mas poderia ser bem mais harmoniosa”. O estilo dele assusta alguns, enquanto outros o consideram um paizão. Tentando aparar as arestas, quem toma a palavra atualmente é o vice-presidente Roberto Frizzo.


– É natural que tenhamos uma ou outra insatisfação no elenco, mas isso acontece em qualquer empresa. Hoje, temos um grupo muito bom e qualificado. Ainda não recebemos nada sobre o Wellington, e vamos ver a situação do Tinga. Mas não há motivo para criarmos polêmica – disse.


No meio de tudo isso, ainda há a saída de Danilo. Com contrato vencendo no fim de junho, ele não treinou nesta semana para resolver assuntos referentes à sua transferência. Por isso, o camisa 23 já não deve jogar contra o Avaí, neste domingo, no Canindé. Ainda não há substituto definido.

Jornal Midiamax