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Federação de trabalhadores ligada à CUT diz que greve na aviação está mantida

O presidente da Federação Nacional dos Trabalhadores em Aviação Civil (Fentac), Celso Klafke, disse hoje (20) que o indicativo de greve para o próximo dia 22 está mantido. A posição da entidade, ligada à Central Única dos Trabalhadores (CUT), diverge do acordo fechado hoje entre a Federação Nacional dos Trabalhadores em Transporte Aéreo (FNTTA), ligada […]

Arquivo Publicado em 20/12/2011, às 23h04

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O presidente da Federação Nacional dos Trabalhadores em Aviação Civil (Fentac), Celso Klafke, disse hoje (20) que o indicativo de greve para o próximo dia 22 está mantido. A posição da entidade, ligada à Central Única dos Trabalhadores (CUT), diverge do acordo fechado hoje entre a Federação Nacional dos Trabalhadores em Transporte Aéreo (FNTTA), ligada à Força Sindical, e o Sindicato Nacional das Empresas Aéreas (Snea). A reunião foi no Rio de Janeiro, mas não contou com a participação dos aeronautas, que incluem pilotos, co-pilotos e comissários.


Klafke ressaltou que a Fentac representa 60 mil trabalhadores, entre aeroviários (pessoal de terra) e aeronautas (embarcados). Ele frisou que o indicativo de paralisação está mantido para as 23h do dia 22.


“Nós insistimos na necessidade de algum índice de aumento real. Além disso, temos divergência quanto a um novo piso que reivindicamos para operador de equipamento. Nós queremos R$ 1.100,00 e eles oferecem R$ 1.000,00. São as duas divergências que separam o Snea e os sindicatos da Fentac, que são a grande maioria dos aeroviários e dos aeronautas”, disse.


Klafke explicou que a categoria não desejava empurrar para o final do ano, próximo ao período de festas, a negociação e a possibilidade de greve. “Nós antecipamos a entrega da pauta em setembro, fizemos esforço para negociar antes, tentamos marcar reunião desde o início de outubro, mas as empresas não aceitaram. Cancelaram reuniões, prometeram contrapropostas e não enviaram. Só em novembro elas fizeram a única proposta de 3% e não se movimentaram mais. Isso fez com que a negociação chegasse neste momento de conflito em uma época muito ruim para todos”.


Jornal Midiamax