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Família e amigos de segurança morto com soco pressionam contra liberdade do agressor

Jeferson Bruno morreu no local de trabalho, uma boate de Campo Grande; Christiano Almeida, acusado de matar o rapaz com apenas um golpe, foi detido em seguida. O advogado dele quer tirá-lo da prisão

Arquivo Publicado em 21/03/2011, às 14h55

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Jeferson Bruno morreu no local de trabalho, uma boate de Campo Grande; Christiano Almeida, acusado de matar o rapaz com apenas um golpe, foi detido em seguida. O advogado dele quer tirá-lo da prisão

Parentes, amigos e colegas de trabalho do segurança Jeferson Bruno Gomes Escobar, 23, morto no sábado de madrugada, em Campo Grande, promovem neste momento um protesto em frente ao fórum. Eles querem que o acusado Christiano Luna de Almeida, 23, detido pouco depois do crime, permanece detido. Almeida é lutador de jiu-jitsu, e teria matado o segurança em frente a uma boate com apenas um golpe. A vítima estudava Direito, curso já completado pelo acusado.

O servidor público João Maurício Escobar (foto acima), pai de Jeferson Bruno, que era conhecido pelos amigos como Brunão, disse que “o último ato” que fez pelo filho foi doar as córneas dele. O corpo do rapaz foi enterrado ontem.

Carregando faixas com dizeres apelativos por justiça, os manifestantes prometem ficar em frente ao fórum até por volta das 14h, horário que o advogado de Cristiano Almeida, promete protocolar o pedido de liberdade do acusado.

”Não quero dinheiro, nada, apenas justiça, que esse rapaz pague pelo que fez com o meu filho”, disse o pai de Brunão.

Maurício Escobar disse não entender a razão de o acusado viver solto se ele já havia praticado violência semelhante à sofrida pelo filho.

Uma parente do segurança morto avisou que vai entregar à polícia uma fita gravada dentro da boate, antes do crime.

Pelo apurado até agora, Almeida, o lutador de jiu-jitsu, estaria incomodando clientes da boate e fora retirado do local por determinação dos seguranças. Lá fora, ele teria aplicado o golpe em Brunão, que trabalhava no local.

O rapaz morreu antes de receber os cuidados médicos. O laudo que vai indicar o motivo da morte deve ficar pronto em dez dias.

Amigos da vítima disseram que o golpe acertou a barriga do segurança.

Jornal Midiamax