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Escutas apontam que servidor público opera esquema de corrupção em presídio de MS

Após escutas flagrarem conversas telefônicas com detentos para acertar entrada de celulares e outros delitos na Penitenciária de Segurança Máxima da Agepen, presidiário confirmou envolvimento de servidor.

Arquivo Publicado em 10/11/2011, às 11h17

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Após escutas flagrarem conversas telefônicas com detentos para acertar entrada de celulares e outros delitos na Penitenciária de Segurança Máxima da Agepen, presidiário confirmou envolvimento de servidor.

Escutas telefônicas realizadas com autorização da Justiça pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado) envolvem o agente penitenciário estadual Antônio Marcos de Almeida, lotado no presídio de Segurança Máxima da Capital, em crimes de prevaricação, favorecimento real e corrupção passiva.

O processo criminal (0022465-10.2011.8.12.0001) está em andamento no Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul. As escutas incluídas no processo mostram o servidor público da Agepen conversando com o detento Oswaldo José de Almeida Júnior, o Dinho, que cumpre pena na Máxima, entre os dias 18 de abril de 2011 e 5 de maio também deste ano.

O presidiário confirmou o teor dos diálogos flagrados e apontou Antônio Marcos como coordenador de diversos delitos que seriam cometidos no interior da Máxima, tais como a facilitação de entrada de aparelho celulares, drogas e armas.

A possível conduta criminal do servido público é oferecida pelo Ministério Público Estadual que pede também compartilhamento das informações obtidas com os áudios com declarações de Oswaldo Júnior em relação as possíveis práticas criminosas praticadas por Antônio Marcos.

Jornal Midiamax