Alunos colocam em retratros o que aprenderam em pesquisas sobre a cultura afro brasileira

Esta sexta-feira (18) foi um dia de festa na Escola Estadual Professor Henrique Ciryllo Correa. Durante três meses, professores e alunos se dedicaram a pesquisas e trabalhos para realizaram hoje o I Consciarte, em comemoração ao Dia Nacional da Consciência Negra, celebrado no próximo domingo, 20 de novembro.

Foi uma manhã recheada da cultura afro brasileira, com palestra, dança, música, teatro, culinária e apresentação de celebridades negras que se tornaram ícones na história do Brasil e do mundo.

Empolgada em ver o resultado dos trabalhos junto aos alunos, a professora de artes Cléia da Silva Simões Ferreira garante que o objetivo do projeto em mostrar o quanto a cultura africana é influente na história brasileira foi alcançado. “É muito gratificante. Eles entenderam bem que o importante é o que a pessoa faz e não a cor da pele dela”, diz a professora.

Na sala de degustação havia comidas típicas da culinária afro brasileira, como caruru, cuscuz, vatapá, bolo de fubá, pão africano. Para o lanche foi servida a tradicional feijoada, um prato popularmente conhecido por ser feito pelos escravos com os restos de comidas dos seus senhores.

O aluno Alan Fernandes da Silva, de 15 anos, apesar de ter decendência negra, confessa que antes do projeto não conhecia muita coisa da cultura afro. “O negros são parte da história do mundo, fiquei muito feliz em saber mais sobre a minha origem”, diz.

Após o lanche, as cortinas do palco se abriram para o desfile das personalidades negras que fizeram história. Pulando com uma perna só,  o Saci Pererê foi o primeiro a desfilar e ganhou muitos aplausos. Em seguida entraram Michael Jackson, Mussum, Pelé, e encerrou com o casal de atores Lázaro Ramos e Taís Araújo.

Joana Vaz Duarte, de 66 anos, é amiga de um funcionário e foi à escola apenas para prestigiar o evento. “Acho que falta mais respeito com os negros. Gostei de ver as crianças aprendendo mais sobre isso”. E os alunos entenderam o recado. Ao ser questionado sobre o porquê não pode destratar um coleguinha, Henderson Ferreira, de 6 anos, foi preciso na resposta: “Porque é feio”.

Afiada, a aluna Giulia Amaral, de 11 anos, tem a história na ponta da língua e dá exmplo de cidadania a muitos adultos. “Temos que tratar o próximo da mesma maneira que gostaríamos de ser tratados, o negro é tão gente como qualquer branco”.