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Erosão coloca proprietários rurais de Batayporã em alerta

Verdadeiras voçorocas vêm arrasando pequenos córregos de algumas propriedades rurais do município de Batayporã. A área mais atingida está localizada no bairro Alegria, onde algumas propriedades não possuem curvas de níveis, necessárias para contenção da água, o que facilita a degradação do solo. De acordo com o secretário de agricultura de Batayporã, José Miguel, o […]

Arquivo Publicado em 26/01/2011, às 12h12

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Verdadeiras voçorocas vêm arrasando pequenos córregos de algumas propriedades rurais do município de Batayporã.

A área mais atingida está localizada no bairro Alegria, onde algumas propriedades não possuem curvas de níveis, necessárias para contenção da água, o que facilita a degradação do solo.

De acordo com o secretário de agricultura de Batayporã, José Miguel, o problema é antigo, e só agora os produtores estão percebendo o tamanho dos prejuízos causados não só para a classe, mas também ao meio ambiente.

Em alguns locais, a erosão já carregou parte da vegetação existente às margens dos córregos. Algumas pontes também foram arrancadas, devido às fortes chuvas que assolaram o município nos últimos dias.

Segundo José Miguel, no último dia 5 de dezembro, a Prefeitura realizou uma reunião com os produtores rurais da região. O objetivo do encontro foi discutir soluções para conter o avanço da degradação, no entanto alguns dos proprietários não apareceram. “Principalmente o das áreas mais afetadas”, disse.

Cenário arrasador

A reportagem do site Nova News enviou as fotos das áreas mais atingidas para o gestor ambiental Rodolfo Portela Souza, que após analisá-las, relacionou uma possivel má gestão do uso do solo à destruição de áreas de preservação.

“Em nossa região, a destruição das áreas de preservação permanente está diretamente relacionada às más práticas agrícolas. Em busca do aumento da produção, os proprietários de terras não se preocuparam em preservar as matas ciliares e muito menos os solos. Hoje o cenário é arrasador. É comum nos depararmos com rios completamente assoreados, devastação das matas ciliares, represamentos clandestinos e perda de fertilidade do solo”, disse.

Souza alertou que “este problema ambiental tem que ser tratado com mais atenção, visto que infere negativamente na qualidade da água, tanto pela exposição do lençol freático a contaminação, quanto pelo assoreamento dos rios”, explica.

Preservação

De acordo com ele, existem várias técnicas de recuperação de áreas degradadas que podem amenizar este dano. “Contudo, o ideal é prevenir o problema com o incentivo de práticas conservacionistas como educação ambiental, preservação/recuperação de áreas de preservação permanente, manutenção de curvas de nível, plantio direto e pagamento de serviços ambientais, que é o serviço prestado pelo produtor rural que preserva os recursos naturais”, destaca.

Para Souza, a melhor solução como forma de amenizar os efeitos negativos de uma voçoroca, é transformá-la em um ecossistema equilibrado, através do cercamento da área e do uso de plantas nativas para a contenção dos barrancos, além da formação de uma mata ciliar ao redor.

“Assim o processo erosivo cessará com o surgimento de um novo córrego. Quando uma voçoroca se desenvolve, o produtor rural perde e a sociedade também, visto que há a degradação ambiental, e é direito coletivo ter um meio ambiente saudável e equilibrado. Por isso, ações de restauração/preservação ambiental só irão ser eficazes, quando houver a ação conjunta entre proprietários de terras, poder público e sociedade organizada”, finaliza.

Jornal Midiamax