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Equador declara estado de emergência e esvazia cidades litorâneas depois de alerta de tsunami

O presidente do Equador, Rafael Correa, decretou hoje (11) estado de emergência no país, por 90 dias, e determinou que as pessoas que vivem nas regiões costeiras equatorianas deixem suas casas. Correa afirmou que a decisão foi tomada em decorrência do alerta de tsunami e terremoto feito pelo governo japonês. O Japão registrou hoje tremores […]

Arquivo Publicado em 11/03/2011, às 14h57

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O presidente do Equador, Rafael Correa, decretou hoje (11) estado de emergência no país, por 90 dias, e determinou que as pessoas que vivem nas regiões costeiras equatorianas deixem suas casas. Correa afirmou que a decisão foi tomada em decorrência do alerta de tsunami e terremoto feito pelo governo japonês. O Japão registrou hoje tremores de 8,8 graus na escala Richter, o pior da história recente do país.

As informações são da imprensa estatal equatoriana, a Agência Pública de Notícias do Equador e América do Sul (Andes). Correa pediu aos pescadores que suspendam temporariamente suas atividades e prometeu que policiais vigiarão os bens dos trabalhadores. “É uma situação de emergência nacional grave”, disse o presidente.

Segundo Correa, é necessário evitar o pânico, mas manter o alerta. “Precisamos da colaboração dos cidadãos para não entrar em pânico, proteger as vidas humanas. Ninguém pode ficar no perfil costeiro “, disse ele, que determinou a suspensão das aulas nas regiões da costa.

O presidente não descartou mudanças de cronograma de uma série de atividades políticas programadas para os próximos dias, como uma reunião de chanceleres da União de Nações Latino-Americanas (Unasul) e uma conversa com os ministros marcada para hoje.

O ministro da Saúde do Equador, David Chiriboga, disse também que os hospitais que estão a 50 metros de altura do nível do mar serão esvaziados. Segundo especialistas do Instituto Geofísico equatoriano, há risco dos tsunamis atingirem as Ilhas Galápagos. Porém, em comunicado, o Instituto Oceanográfico da Marinha do Equador (Inoc) informou que não é necessário retirar a população do litoral equatoriano.”

Jornal Midiamax