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Encceja será realizado nesta sexta-feira em 20 presídios do Estado

O Exame Nacional para Certificação de Competências de Jovens e Adultos (Encceja) para pessoas privadas de liberdade será realizado nesta sexta-feira (13). Este ano, foram inscritos 561 reeducandos do Sistema Penitenciário de Mato Grosso do Sul. Promovido pelo Ministério da Educação, por meio do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), o […]

Arquivo Publicado em 12/05/2011, às 13h43

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O Exame Nacional para Certificação de Competências de Jovens e Adultos (Encceja) para pessoas privadas de liberdade será realizado nesta sexta-feira (13). Este ano, foram inscritos 561 reeducandos do Sistema Penitenciário de Mato Grosso do Sul.

Promovido pelo Ministério da Educação, por meio do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), o Encceja é uma avaliação voluntária e gratuita ofertada às pessoas que não tiveram a oportunidade de concluir os estudos em idade apropriada. O exame pode ser realizado para pleitear certificação em nível de conclusão do Ensino Fundamental.

De acordo com a Divisão de Educação da Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário (Agepen), as provas serão aplicadas em vinte unidades penais nas cidades de: Campo Grande; Dourados; Amambai; Aquidauana; Bataguassu; Cassilândia; Corumbá; Jateí; Naviraí; Paranaíba; Ponta Porã; Rio Brilhante e Três Lagoas.

O início das provas será às 7h30 (horário local). No período da manhã, serão realizadas as avaliações de História, Geografia e Ciências Naturais. A partir das 13h30, os internos responderão às questões de Língua Portuguesa, Língua Estrangeira Moderna, Artes, Educação Física, Redação e Matemática. O exame terá duração total de oito horas.

Relatório da Escola Estadual Polo “Profª. Regina Lúcia Anffe Nunes Betine” – responsável pelo ensino nos estabelecimentos prisionais do Estado – aponta que a unidade com o maior número de inscritos é o Instituto Penal de Campo Grande, com 69 participantes, seguido pela Penitenciária “Harry Amorim Costa”, em Dourados, com 67, e pelo Estabelecimento Penal “Jair Ferreira de Carvalho” (o Segurança Máxima da Capital), onde 55 reeducandos se inscreveram.

Educação

A educação prisional é uma das prioridades da Agepen nos projetos de ressocialização, segundo o diretor-presidente da agência, Deusdete Oliveira.

Prova disso, conforme o diretor, é que este ano houve um aumento de 20% no número de internos do regime fechado de Mato Grosso do Sul que passaram a frequentar a sala de aula, se comparado a 2010. O Estado também supera a média nacional de ensino prisional, que é de 10%, registrando um índice de 13,8% de custodiados do regime fechado estudando.

Jornal Midiamax