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Empresário confessa ter matado mulher com golpe de gravata

O empresário Luiz Afonso Santos Andrade confessou durante seu julgamento, nesta manhã, no fórum de Campo Grande, que matou a ex-mulher, a arquiteta Eliane Aparecida Nogueira, com uma “gravata” – golpe no pescoço –, rodou pela cidade com o corpo da vítima no banco traseiro do carro, depois pôs fogo no veículo. Ele responde por […]

Arquivo Publicado em 03/03/2011, às 13h14

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O empresário Luiz Afonso Santos Andrade confessou durante seu julgamento, nesta manhã, no fórum de Campo Grande, que matou a ex-mulher, a arquiteta Eliane Aparecida Nogueira, com uma “gravata” – golpe no pescoço –, rodou pela cidade com o corpo da vítima no banco traseiro do carro, depois pôs fogo no veículo. Ele responde por ocultação de cadáver e homicídio triplamente qualificado, crimes que podem resultar em pena de 12 a 30 anos de prisão.

Santos Andrade disse que na noite de 2 de julho do ano passado, o casal que viveu junto dois anos e havia se separado há três dias foi a um leilão de arte. O empresário e a arquiteta, segundo versão do réu, retornou para a casa da vítima onde iam jantar. Eles moravam em apartamentos diferentes.

O réu disse ainda que sempre brigava com a mulher, mas os dois faziam as pazes depois sem comentar o motivo das discussões. Ele narrou que nos dois anos de convivência se separou ao menos 12 vezes da arquiteta por conta das brigas.

Santos Andrade disse que as confusões eram motivadas por ciúmes da ex-mulher, não dele.

Na noite do crime, o empresário disse ter escolhido a roupa da arquiteta que, segundo ele, “ficou muito bonita”. O casal saiu no carro da mulher. Ao retornar para a casa os dois discutiram.

Antes, segundo o réu, a arquiteta teria insistido para que ele dormisse com ela.

Durante a discussão, no estacionamento do prédio da vítima, por razão não revelada, ela teria acelerado o carro em direção do ex-marido, que teria ficado entre o veículo da arquiteta e o dele.

Santos Andrade disse que machucou as pernas e logo depois avançou em direção da mulher, aplicando-lhe uma gravata. Ainda segundo ele, a mulher teria morrido após o golpe. Essa versão foi contestada pelo promotor de Justiça Renzo Siufi, que atua na acusação (ver matéria logo abaixo, em notícias relacionadas).

O empresário disse ter ficado por algum tempo no local, até planejar que fim dar ao corpo da ex-mulher.

Ele revelou que pôs a arquiteta no banco de trás do carro e foi até a sua empresa, onde pegou um solvente e seguiu para o bairro Tiradentes e pôs fogo do veículo com a arquiteta dentro.

De acordo com a perícia, a mulher ainda estava viva durante o incêndio.

A sentença do empresário deve ser anunciada ainda hoje. O júri é composto por quatro mulheres e três homens.

Atuam na defesa do réu os advogados Rui Gibim e Rafael Lacerda. Já a acusação é tocada pelos promotores de Justiça Renzo Siufi e Luciana Rabelo. O julgamento é presidido pelo juiz Aluizio Pereira.

Jornal Midiamax