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Em Alcinópolis, empreiteiro reclama que não recebeu e paralisa serviços; prefeito rebate

A Sanches, empreiteira de propriedade de Pedro Edilson Santana, está com seus serviços paralisados no município de Alcinópolis por falta de pagamento de duas notas empenhadas com valores de R$ 8.118 e R$ 16.041, com vencimentos em 30 de agosto e 10 de setembro, respectivamente. Segundo o dono da empreiteira, a empresa foi contratada para […]

Arquivo Publicado em 26/09/2011, às 19h38

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A Sanches, empreiteira de propriedade de Pedro Edilson Santana, está com seus serviços paralisados no município de Alcinópolis por falta de pagamento de duas notas empenhadas com valores de R$ 8.118 e R$ 16.041, com vencimentos em 30 de agosto e 10 de setembro, respectivamente.

Segundo o dono da empreiteira, a empresa foi contratada para fazer serviços de varrição de rua, poda de árvores, limpeza de laterais das ruas, cuidar da manutenção do cemitério e também do aterro sanitário. Além disso, cinco mil metros de pavimentação asfaltica não começaram por falta de pagamento.

“O prefeito mandou parar a pavimentação. A gente já tinha feito a terraplanagem. Agora estamos esperando receber pelos serviços prestados para pagar nossos quase 15 funcionários e repor o material de limpeza que já foi gasto”, diz Pedro Edílson.

O prefeito em exercício é Alcino Carneiro, que assumiu o comando do executivo depois que Manoel Nunes (PR) foi preso sob a suspeita de envolvimento da morte do então presidente da Câmara Municipal, Carlos Antônio Carneiro (filho de Alcino), no final do ano passado. Ele alegou que os pagamentos foram “de certa forma” bloqueados.

Alcino Carneiro rebate que foi procurado por vários funcionários da empreiteira reclamando que não receberam seus salários e queriam saber se era realmente porque a prefeitura não pagou. Segundo ele, os pagamentos da Sanches vinham ocorrendo normalmente, mas ele começou a ‘segurar’ uma ou outra ordem de serviço.

“No começo eu pagava um contrato e esperava pra ver se ele (Pedro Edilson) ia honrar com os funcionários dele, mas isto não acontecia. Então, eu o chamei e, com autorização dele, fiz cheques individuais de cada funcionário, mas em nome da empreiteira. Daí ficou acordado dele endossar o cheque para o funcionário ir descontar”, diz o prefeito.

Na versão do prefeito, outros pagamentos foram feitos e o empreiteiro não pagou aos funcionários. Agora ele disse que espera a presença de Pedro Edílson na prefeitura para um novo acordo para que os funcionários recebam. “Estamos com luto oficial pela morte de duas pessoas da cidade (veja em matéria relacionada), mas passado este período decretado, espero ser procurado lá na prefeitura. Não posso permitir que gente que trabalha para a cidade fique sem receber e sem ter seus direitos trabalhistas garantidos”, finaliza Alcino Carneiro.

Jornal Midiamax