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Eletrobras precisou ‘salvar’ distribuidoras, diz executivo

O presidente da Eletrobras, José da Costa Carvalho Neto, mostrou preocupação com a distribuição de energia elétrica em alguns estados do Norte e do Nordeste do Brasil. “A Eletrobras precisou salvar algumas distribuidoras, que deixaram de ser eficientes, no Amazonas, em Rondônia, em Roraima – na capital, Boa Vista -, em Alagoas, no Piauí e […]

Arquivo Publicado em 22/03/2011, às 16h21

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O presidente da Eletrobras, José da Costa Carvalho Neto, mostrou preocupação com a distribuição de energia elétrica em alguns estados do Norte e do Nordeste do Brasil. “A Eletrobras precisou salvar algumas distribuidoras, que deixaram de ser eficientes, no Amazonas, em Rondônia, em Roraima – na capital, Boa Vista -, em Alagoas, no Piauí e no Acre”, afirmou, sem dar nomes, durante palestra na conferência UK Energia no Brasil, realizada nesta terça-feira (22), no Hotel Intercontinental, em São Conrado, na Zona Sul do Rio de Janeiro. “A solução talvez seja construir um sistema de distribuição mais confiável”, complementou.


Carvalho Neto disse que existe a previsão de adquirir “três ou quatro distribuidoras”, a princípio nos estados do Amapá, de Roraima e de Goiás. “Essas empresas ainda nem estão no nosso orçamento, e também não precisam ser necessariamente estatais. Podemos aumentar a participação em empresas privadas, e aumentar nossa influência na gestão delas, sem ser o sócio majoritário”, explicou.


Programa nuclear brasileiro permanece sem alterações


Apesar da crise nuclear no Japão causada pelo terremoto que atingiu o país asiático, a previsão de construir mais quatro usinas nucleares no Brasil, até 2030, não sofreu alterações, segundo o presidente da Eletrobras. “Com os eventos ocorridos no Japão, vamos analisar todos os pontos que podemos melhorar na segurança dessas novas usinas nucleares. Não estamos sujeitos a terremotos, nem tsunamis. Não obstante, a gente precisa aprender com isso”, afirmou.


Carvalho Neto destacou que o Brasil possui a sexta maior reserva urânio do mundo. “E ainda não foi prospectado todo o território nacional. Depois de prospectado, pode se tornar a terceira ou segunda maior reserva do mundo”, ressaltou.


Jirau


Sobre os conflitos que aconteceram nas obras de construção da usina hidrelétrica de Jirau, em Rondônia, o presidente da Eletrobras disse que as obras já foram retomadas e minimizou os embates. “Essas ‘briguinhas’ já aconteceram em outras hidrelétricas. Nós temos o apoio do governo, da prefeitura, dos empresários e da população local”, afirmou.


Ao final da palestra, Carvalho Neto disse que, ainda no governo da presidente Dilma Roussef, o objetivo é que todo sistema elétrico do Brasil esteja interligado. “Hoje, ainda temos áreas ligadas a sistemas isolados”, disse. Ele também elogiou a possibilidade de negócios com empresas do Reino Unido: “A parceria com empresas britânicas será muito bem vinda, não somente na área de tecnologia, como na área de negócios. E isso vai ajudar a realizar o sonho da Eletrobras de se transformar na maior empresa de energia elétrica do mundo usando fontes renováveis.”

Jornal Midiamax