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Diretor da China Mobile é condenado à morte por receber suborno da Siemens

Um diretor da China Mobile, a maior companhia de telefones celulares do mundo, foi condenado à morte por aceitar milhões de dólares em suborno da multinacional alemã Siemens, o maior conglomerado tecnológico europeu, informa nesta sexta-feira o diário “South China Morning Post”. Segundo a sentença, ditada pelo Superior Tribunal da Província de Henan, Shi Wanzhong, […]

Arquivo Publicado em 24/06/2011, às 11h21

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Um diretor da China Mobile, a maior companhia de telefones celulares do mundo, foi condenado à morte por aceitar milhões de dólares em suborno da multinacional alemã Siemens, o maior conglomerado tecnológico europeu, informa nesta sexta-feira o diário “South China Morning Post”.

Segundo a sentença, ditada pelo Superior Tribunal da Província de Henan, Shi Wanzhong, de 51 anos, aceitou da Siemens suborno no valor de US$ 5,06 milhões.

Shi recebeu esse dinheiro quando dirigia a China Mobile na província de Anhui, no leste do país, em troca de garantir à firma alemã contratos de telecomunicações nessa divisão administrativa chinesa.

A condenação ao diretor foi suspensa por dois anos, o que significa que será comutada à cadeia perpétua após esse período se o réu tiver boa conduta.

No processo, também foi condenado a 15 anos de prisão um agente da Siemens em Anhui, Tian Qu, que trabalhou como negociador entre os dois gigantes tecnológicos.

A importância das duas empresas e a natureza estratégica dos contratos fez o julgamento ser realizado a portas fechadas e com medidas de discrição próprias de processos nos quais há segredos de Estado envolvidos, assinalou a revista econômica “Caixin Century Magazine”, que acompanhou o caso.

Representantes da Siemens consultados pelo diário “South China Morning Post” não quiseram comentar o caso, alegando que por enquanto a sentença não foi publicada em meios oficiais, e não confirmaram ter relação direta com os condenados.

A China Mobile enfrentou nos últimos meses vários casos por corrupção que atingiram até seu ex-vice-presidente, Zhang Chunjiang, destituído em janeiro por “graves irregularidades financeiras”.

Jornal Midiamax