Nesta terça-feira (08), Ricardo Arantes, o pai de Eduardo Henrique Santos Arantes, o menino que faleceu recentemente de ‘leishmaniose visceral’, em Três Lagoas, criticou a demora no atendimento ‘eficaz’ para o filho.

O desabafo foi feito hoje durante uma entrevista à Rádio Caçula, onde o pai revelou que um caso que parecia ser ‘simples evoluiu para a morte, depois de vários diagnósticos equivocados’.

Segundo informações do pai, o menino começou a passar mal no dia 10 de outubro, quando foi encaminhado e atendido pelo PAB (Pronto Atendimento Básico) , pela primeira vez. Ele foi diagnosticado como uma ‘virose e depois como uma infecção’.

Depois disso, o menino foi levado normalmente para a creche, CEI Guanabara. Lá, segundo as responsáveis pelo local, ele começou a passar mal e apresentar quadro de febre, diariamente.

No último dia 26, Eduardo deu entrada no Hospital Nossa Senhora Auxiliadora. Com as complicações na saúde do menino, no dia seguinte, foi trazido para Campo Grande. A outra crítica dos pais da criança é que ninguém da Secretaria de Saúde procurou a família para ‘dar suporte nem para realizar nenhum outro tipo de exame para verificar o foco de leishmaniose’ onde o problema foi registrado.

Na residência da família, a última visita registrada dos agentes da Secretaria de Saúde foi registrada no dia 22 de fevereiro, através do Programa de Controle de Endemias e Zoonoses.

Coleiras e animais sacrificados

As informações são que, em Três Lagoas, já foram distribuídos coleiras ‘anti-leishmaniose’ e que vários animais foram sacrificados na tentativa de controlar os focos da doença.

Segundo o Centro de Controle de Zoonoses (CCZ), no ano passado, foi registrado apenas um caso de leishmaniose na cidade. Dados do município mostram que 3.523 cães foram recolhidos e sacrificados em 2010. Os números foram apresentados pelo veterinário Antonio Luiz Teixeira Empke, o responsável pelo órgão.