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Dia Mundial Sem Carro não tem mobilização em Campo Grande

Pela região central de Campo Grande, como avenidas Afonso Pena e Calógeras, e ruas 14 de Julho e XV de novembro, nenhuma movimentação ou faixa lembra a data; Agetran confirmou que não houve nenhuma solicitação para controlar o trânsito para alguma entidade ou associação que pudesse manifestar sobre a data.

Arquivo Publicado em 22/09/2011, às 13h22

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Pela região central de Campo Grande, como avenidas Afonso Pena e Calógeras, e ruas 14 de Julho e XV de novembro, nenhuma movimentação ou faixa lembra a data; Agetran confirmou que não houve nenhuma solicitação para controlar o trânsito para alguma entidade ou associação que pudesse manifestar sobre a data.

Nesta quinta-feira (22) é comemorado Dia Mundial Sem Carro. A reportagem andou pela região central de Campo Grande, como avenidas Afonso Pena e Calógeras, e ruas 14 de Julho e XV de novembro, mas não encontrou nenhuma movimentação ou faixa lembrando a data, na capital.


Pelo contrário, o que se vê é uma movimentação normal, vários carros e motos também circulando e muita gente nem sequer sabe que dia “é” ou “seria” celebrado hoje: o Dia Mundial Sem Carro. Aguardando um ônibus na Praça Ari Coelho, centro da cidade, Vitor Macedo não faz nem idéia que data é comemorada nesta quinta-feira. Não ouviu nenhum comentário ou reportagem sobre o assunto. De qualquer forma, ele acaba colaborando com a causa, sempre andou a pé ou de ônibus. “Não tenho muito o que reclamar não, pra mim, os ônibus que preciso andar, funciona bem”, comentou o comerciante.


Mas a poucos metros dali, estava Maria Alexandre Figueiredo, que sempre usa o transporte coletivo. Vítima de uma paralisia infantil, a dona de casa tem deficiência física nas duas pernas. Com apoio de uma muleta, anda com dificuldade, mas os maiores problemas para ela surgem quando precisa vir do bairro Colibri 2, onde mora, para o centro. “Os ônibus quase sempre estão lotados e, pra piorar, as pessos não respeitam, não cedem lugar. Então, quem tem carro, com certeza, vai querer ir com o próprio veículo”. Maria também não sabia que dia é comemorado hoje.


Algumas exceções


Há pouco mais de seis meses, o meio de transporte mais comum de Valter Acosta é a bicicleta. Ele foi o único que soube responder de imediato que “dia” é hoje. O vendedor, que possui uma motocicleta, diz que prefere trabalhar todos os dias de byke porque ajuda diminuir a poluição e ainda mantém a forma. “Apoio sim a iniciativa, mas pouca gente anda sem carro por vários problemas, como exemplo, por causa da correria e dos ônibus lotados. O jovem aproveitou ainda para reclamar sobre a falta de ciclovias em Campo Grande, o que, para ele, dificulta bastante o fluxo de bicicletas.


Finalmente alguém que conhece bem o Dia Mundial Sem Carro. Nilton Filó é morador da capital paulista, onde há grandes mobilizações nesta data. Para ele, a iniciativa é muito boa, mas confirma que nem todos podem aderir, devido às grandes distâncias e aos diversos problemas nos metrôs e ônibus daquela cidade. “A idéia é ótima, se todos pudessem colaborar, seria muito bom pra sociedade. Mas falta uma grande campanha pra informar e sensibilizar mais as pessoas”.

O advogado, que veio para da capital paulista para uma audiência de um réu, confessou que ele mesmo não consegue andar sem carro em São Paulo. “Mas, por outro lado, meus três filhos, que têm carros próprios, todos os dias vão trabalhar, vão pra academia, entre outros locais, de bicicleta.



Dia Mundial Sem Carro com Carro


Na manhã de hoje, a Agetran e os policiais militares de plantão no centro de Campo Grande confirmaram que não houve nenhuma solicitação para controlar o trânsito para alguma entidade ou associação que pudesse manifestar sobre a data.


A Agetran informou que, desde o início da semana, foram colocadas faixas nas ruas e algumas empresas pelos Agentes de trânsito sobre a data, mas não registramos nenhuma delas.


Frota de Campo Grande


Um outro agravante para a mobilidade urbana em Campo Grande é o crescimento desenfreado no número de veículos nas ruas e avenidas. No início dos anos 80, a cidade contava com cerca de 33 mil veículos; hoje são mais de “400 mil”.


Somente nos últimos cinco anos, a frota praticamente dobrou. De 200 mil veículos, em média, passou para a quantidade atual. Mas os investimentos em transporte público e estrutura da cidade não acompanharam esse crescimento.

Jornal Midiamax