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Deputados visitam no presídio da Capital PMs que integravam organização criminosa

PF desarticulou quadrilha especializada na prática de homicídios; detidos foram trazidos para cá porque havia a suspeita de que eles teriam regalias no presídio militar goiano

Arquivo Publicado em 01/03/2011, às 18h40

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PF desarticulou quadrilha especializada na prática de homicídios; detidos foram trazidos para cá porque havia a suspeita de que eles teriam regalias no presídio militar goiano

O presidente da Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa de Goiás, deputado estadual Mauro Rubem, do PT, veio nesta terça-feira para Campo Grande, onde visitará os 19 policiais militares goianos na penitenciária federal da cidade, presos na Operação Sexto Mandamento da Polícia Federal.

Os encarcerados integravam uma organização criminosa que matava pessoas inclusive durante o expediente deles. As prisões ocorreram 15 dias atrás. •

Além do petista, compõem a comissão, presidida pelo Major Araújo, os deputados José de Lima (PDT), José Vitti (PRTB), Cristóvão Tormin (PTB) e Carlos Antônio (PSC).

“Esta viagem mostra que defendemos os direitos humanos de qualquer cidadão. Os desvios de conduta precisam ser investigados, entretanto, não precisamos agir como se fosse uma revanche. O fato de serem condenados, não justifica de forma alguma a presença de maus tratos”, disse Mauro Rubem em matéria publicada no Jornal Diário da Manhã.

Major Araújo contesta as notícias veiculadas pela imprensa de que o presídio militar de Goiânia não é seguro e oferece regalias aos detentos. •

“Realmente não oferece muita segurança, pois é improvisado, porém temos o menor índice no País de fugas e outros problemas”, diz. Explica também que os presos contam com tratamento diferenciado, mas apenas dentro das prerrogativas asseguradas pela lei aos militares. •

O parlamentar se diz decepcionado com a Polícia Federal, que, segundo ele, seria a responsável pela divulgação dessas informações. “Esperávamos que a polícia prestasse esclarecimentos, por exemplo, sobre a existência do tal cemitério clandestino, que até hoje não foi encontrado”, critica.

O caso

As investigações começaram há cerca de um ano e entre os envolvido estão policiais das mais diversas patentes. A organização criminosa cometia homicídios e simulava os crimes como confrontos com as vítimas. Crianças, adolescentes e mulheres, sem qualquer envolvimento com o crime, foram mortas.

Os militares também matavam durante o horário de serviço e com uso de carros da corporação. os corpos eram escondidos. (com informações da assessoria da AL-GO)

Jornal Midiamax