Os deputados petistas causaram uma celeuma na sessão desta terça-feira (9) na Assembleia ao cobrar a liberação das emendas parlamentares referentes a 2010. “O governo está dando calote nos deputados”, alardeia o petista Paulo Duarte.

O imbróglio começou quando o deputado Paulo Duarte usou a tribuna para reclamar das emendas. Segundo o petista, o governo do Estado tem dado “calote” nas entidades assistenciais e não da nenhuma justificativa para os deputados do motivo que as emendas não estão sendo pagas.

Duarte comenta que o governo não dá explicações do por que de não liberação das emendas parlamentares. ”Já que o governo não cumpre vamos acabar com essas emendas.Se não for pra cumprir não faça”, explica o parlamentar.

O parlamentar petista comenta que o problema da não liberação das emendas não o afeta como parlamentar e sim as entidades que contam com esse recurso. “Para liberar emenda de 10 mil não tem, mas para liberar 80 milhões para construir o Aquário do Pantanal tem”, frisa.

Engrossado o coro de reclamações o também petista Pedro Kemp disse que menos de 15% de suas emendas foram liberadas. Ele explica que as emendas estão certas todas documentadas, mas também desconhece o motivo da demora nas liberações.

Kemp comenta ainda que as entidades contam com esses recurso e precisam dele para fazer os seus projetos sociais.

O líder do governo na Assembleia, o deputado Júnior Mochi (PMDB) disse que as emendas não foram liberadas em razão de que no ano passado houve o processo eleitoral que impediu que fossem pagas aos deputados. “O governo não deu calotes nos deputados“, justificou  Mochi.

Junior Mochi explica que o governo do Estado liberou certos os recursos dos anos anteriores, no entanto, em razão dos prazos eleitorais o governo não pode fazer os repasses.

O presidente da Casa de Leis, Jerson Domingos (PMDB), disse irá se reunir com o governador André Puccinelli na terça-feira (16), às 14 horas, na governadoria, para discutir a liberação das emendas.

Domingos lembrou que não se deve pensar em ideologias partidárias e sim trabalhar junto para liberar os recursos. “Temos que esquecer as diferenças partidárias para o bem estar da população”, explica.

Os parlamentares sul-mato-grossenses podem fazer quantas emendas quiser no valor limite de 800 mil, sendo que o valor mínimo para se empenhar é de R$ 20 mil. Esses recursos fazem parte do orçamento estadual e podem ser distribuídos à entidades assistenciais ou prefeituras escolhidas pelos deputados.