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Delegado ouve gerente e guarda-vidas de lagoa onde jovem morreu afogado

Na Lagoa Rica, um jovem de 16 anos morreu afogado no último dia 12. Testemunhas disseram que na hora do fato não haviam guarda-vidas fazendo prevenção no lago. Agora, mais pessoas serão ouvidas para conclusão do inquérito policial

Arquivo Publicado em 16/10/2011, às 18h59

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Na Lagoa Rica, um jovem de 16 anos morreu afogado no último dia 12. Testemunhas disseram que na hora do fato não haviam guarda-vidas fazendo prevenção no lago. Agora, mais pessoas serão ouvidas para conclusão do inquérito policial

O delegado Devair Aparecido Francisco, titular da 4ª DP Moreninhas, ouviu no fim da tarde da última sexta-feira (14), funcionários do balnéario Lagoa Rica – local onde um jovem de 16 anos morreu afogado na quarta-feira (12).


Segundo Devair, como não foram apresentados os documentos de funcionamento do balneário (Alvará de Funcionamento e Certificado de Vistoria) ao Corpo de Bombeiros, na data do acidente, e à polícia, posteriormente, eles foram intimados para que estes fosse apresentada papelada, fato que não aconteceu durante os depoimentos. O delegado informou que o local funcionava de forma irregular.


O delegado disse ainda disse que se for comprovado que no local era exercida atividade comercial, os responsáveis pela Lagoa Rica poderão responder por homicídio já que o local não seguia as regras de segurança para exploração comercial do balneário.


Ainda, conforme o delegado, em depoimento, o gerente, Zildo Vasconcellos, e um dos guarda-vidas do local, disseram que eles não cobravam entradas e sim uma taxa de manutenção que mal dava para cobrir as despesas do local. Porém, será avaliada a relação de consumo entre frequentadores e responsáveis pela lagoa, independente da quantia que era cobrada e qual sua finalidade.


O delegado disse que a partir desta terça-feira (18) os herdeiros de Eduardo Metello, proprietário do balneário, devem ser ouvidos.


Relembre o caso


Marcos Vinícius Borges de Castro Leal, 16 anos, morreu afogado na manhã da última quarta-feira (12), enquanto nadava na Lagoa Rica, balneário localizado na saída de Três Lagoas, em Campo Grande, MS.


Segundo o Corpo de Bombeiros, o jovem brincava na lagoa junto com um primo quando começou a se afogar.


Testemunhas disseram que no momento do afogamento não havia nenhum guarda-vidas no local e que o rapaz gritava por socorro e que ninguém correu para ajudá-lo.

Jornal Midiamax