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Delegado confirma: PF que matou PM em Dourados falava com guarda municipal pelo MSN

Policial federal matou soldado do serviço reservado da PM, baleou outro policial e saiu ferido do confronto; ele marcou encontro com uma guarda municipal pela internet. Ela foi ao apartamento acompanhado de dois PMs, que seguiram até lá para investigar suposta ligação do investigador da PF com droga

Arquivo Publicado em 09/05/2011, às 19h15

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Policial federal matou soldado do serviço reservado da PM, baleou outro policial e saiu ferido do confronto; ele marcou encontro com uma guarda municipal pela internet. Ela foi ao apartamento acompanhado de dois PMs, que seguiram até lá para investigar suposta ligação do investigador da PF com droga

O delegado Humberto Perez Lima que preside o inquérito que investiga o enfrentamento ocorrido neste domingo e que resultou na morte de um Policial Militar, em um condomínio na cidade de Dourados, no fim da tarde de domingo, confirmou que a guarda Municipal Zilda Aparecida Rodrigues Ramires, 44, trocou mensagens pela internet com o policial federal Leonardo Lima Pacheco, 36.

O policial federal teria dialogado com a guarda municipal por meio do MSN e marcado um encontro no apartamento dele. Na conversa, ele teria tratado ela como garota de programa e, em troca de uma relação, daria droga a ela.

Os dois não teriam se identificado pela internet. A policial teria contado o caso a dois PMs do serviço reservado, que foi até o apartamento investigar a suspeita. Ali, houve um tiroteio, e o policial federal matou um PM, feriu o outro e também saiu baleado do confronto.

O delegado Perez afirmou que o PF Leonardo Pacheco foi preso em flagrante e continua internado no Hospital Santa Rita sob custódia da Polícia Federal.

O delegado afirmou que tem dez dias para concluir o inquérito que poderá ser prorrogado se Leonardo conseguir o relaxamento da prisão.

Segundo o delegado três armas foram apreendidas no local do crime e que os computadores já foram periciados e em nenhuma das conversas entre Zilda e Leonardo constam assuntos relacionados a drogas ou a programa sexual.

A Polícia Federal emitiu uma nota onde afirma que “ainda hoje instaurará procedimento administrativo disciplinar a fim de apurar eventual transgressão disciplinar por parte do Policial Federal, o qual até o momento não apresenta qualquer registro que desabone sua conduta profissional”.

Leonardo Pacheco veio do estado de Minas Gerais e está em Dourados há quase três anos. Conforme informações o policial federal estava sozinho no apartamento já que sua mulher estaria de viagem em busca de tratamento de saúde para um filho do casal.

Conforme o delegado Humberto Perez, a guarda municipal e o federal Leonardo se conheceram numa sala de bate-papo há pelo menos quinze dias. No momento seguinte ambos trocaram endereços de MSN onde começaram uma conversa mais amiúde.

A guarda municipal subiu ao apartamento 31 que fica no segundo andar do Condomínio Indaiá com a autorização de Leonardo já que no prédio existe apenas um porteiro eletrônico. Com o acionamento do sistema de abre o portão o policial militar Sandro Álvares Morel,36, subiu junto com Zilda. Ao abrir a porta, o policial federal teria disparado seis tiros no policial, matando-o ali. Em seguida, Leonardo trocou tiros com o PM José Pereira de Souza, 36. O PF levou um tiro na barriga e Souza, na perna. Os dois estão hospitalizado.

O corpo de Morel, casado e pai de dois filhos pequenos, ia ser enterrado na tarde desta segunda-feira.

A Guarda Municipal participa de várias redes sociais e a amizade com Leonardo surgiu na internet. O delegado Humberto Perez disse que a polícia não tem outra linha de investigação, mas pretende encontrar concluir o inquérito com as explicações sobre o episódio. (colaborou Celso Bejarano)

Jornal Midiamax