Realizado pela sociedade civil e coordenado pelo deputado estadual Pedro Kemp (PT), o ato público realizado na manhã desta sexta-feira (25) mostrou a preocupação da população de Mato Grosso do Sul com relação aos constantes massacres sofridos pelos povos indígenas.

O estado tem a segunda maior população indígena do Brasil e tem registrado grande número de impunidade, nos casos de assassinatos cometidos contra os índios.

Para o deputado estadual Pedro Kemp, Mato Grosso do Sul vive o momento de repudiar toda a violência ocorrida nos últimos anos e cobrar das autoridades federais soluções definitivas para o fim dos conflitos agrários envolvendo índios e proprietários rurais. “Lamento 28 anos da morte de Marçal de Souza hoje, que era uma liderança conhecida mundialmente”.

Crimes

Kemp lembrou os inúmeros assassinatos registrados em Mato Grosso do Sul, contra índios. “Tivemos recentemente em Miranda um atentado contra um ônibus de estudantes indígenas, onde uma estudante faleceu e, agora, este fato lamentável em Aral Moreira. Acredito que temos que dar um basta, as pessoas estão morrendo e é uma violação grade dos direitos humanos”.

De acordo com o deputado, com o ato desta sexta-feira, a sociedade quer repudiar toda a violência. “Queremos protestar contra a violência e pedir mais segurança ao governo federal nas aldeias e ao mesmo tempo uma solução para a questão da terra. Até mesmo porque os produtores rurais teriam tranqüilidade para trabalhar sabendo o que é terra indígena e o que não é. E, as comunidades indígenas poderem viver tranquilamente nos seus territórios”.

Com relação ao atentado ocorrido em Aral Moreira, com o líder indígena Nisio Gomes, Kemp enfocou a tristeza da questão. “Sirva pelo menos para chamar a atenção do governo federal e a gente ter uma solução definitiva para estes problemas”.

Terras

Pintado para guerra, o índio da etnia Caiuá, Eduardo Barbosa Pereira, ressaltou a necessidade de resolver a questão agrária. “O importante desse movimento hoje é a demarcação das terras indígena porque se faz necessário garantir o território. É a caminhada da nova geração, porque se não temos esse território nosso povo estará sendo dizimado”.

Pereira lembrou que seu povo precisa ter um território porque é a vida do índio. “É o arroz, a mandioca, a batata, milho, é a caça, é a pesca, é tudo. O  indígena tendo o território demarcado terá garantido a sua vida aqui em Mato Grosso do Sul”.