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Crise no PT de Corumbá é assunto na Assembleia e tema de notas à imprensa

A crise no PT de Corumbá, gerada por conta das desclarações do senador Delcídio do Amaral, no sentido de que apoiaraia qualquer candidato que aparecesse bem nas pesquisas para a eleição municipal do ano que vem, foram tema de pronunciamentos na manhã desta quarta-feira (28), na Assembleia Legislativa. Os deputados petistas Cabo Almi e Pedro Kemp […]

Arquivo Publicado em 28/09/2011, às 13h56

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A crise no PT de Corumbá, gerada por conta das desclarações do senador Delcídio do Amaral, no sentido de que apoiaraia qualquer candidato que aparecesse bem nas pesquisas para a eleição municipal do ano que vem, foram tema de pronunciamentos na manhã de
sta quarta-feira (28), na Assembleia Legislativa.


Os deputados petistas Cabo Almi e Pedro Kemp declararam apoio à pré-candidatura anunciada do também deputado Paulo Duarte, justificando a posição pelo fato de o atual prefeito Ruiter Cunha ter mais de 70% de aprovação ao final de seu ssegundo mandato e Paulo duarte já aparecer nas pesquisas com 60% da preferência eleitoral.


Ambos os deputados lembraram ainda que é necessário haver entendimento entre as lideranças para que as questões internas se resolvam dentro do menor prazo.


Diretório


A ala que defende a pré-candidatura do deputado Paulo Duarte é maioria na Executiva do PT. São 10 membros, eleitos pelo Diretório Municipal, que representa a totalidade de 1.600 filiados. Dos dez integrantes, sete assinaram nota oficial (Wilton Panovitch – presidente do Diretório e da Executiva; Paulo Afonso Ibanhez de Castro – vice-presidente; José Claudemir dos Santos Filho – secretário geral; Cristiane Santana de Oliveira – Secretária de Organização; Joaquim Duarte Padilha – secretário de Finanças; vereador João Bosco da Silva e Souza – secretário de Movimentos Populares e vereador Carlos Alberto Machado – líder de bancada). A posição da Executiva provocou questionamentos de grupo ligado ao senador Delcídio.


Em nota encaminhada à imprensa, o vereador Marcos de Souza Martins disse entender que a escolha do nome do partido à sucessão, “precisa ser feita de modo democrático” e que “o debate precisa ser o mais amplo possível”. “A Executiva não é o fórum adequado para ser tomar esse tipo de decisão. Como membros e dirigentes do PT, sabemos que o Estatuto do partido, estabelece a realização de prévias ou de um encontro de delegados, caso o Diretório opte pela não realização de prévias”, afirmou Marcos Martins.


Os três membros da Executiva que não assinam a nota oficial (vereadora Cristina Lanza – secretária de Formação Política; Raul Delgado – secretário de Movimentos Populares e Lígia Baruki – secretária de Comunicação) esclareceram, também por meio de nota no início da noite de ontem, que “não foram convocados para deliberação de apoio”. “Defendemos candidatura própria do PT à Prefeitura de Corumbá, mas discordamos da forma do anúncio. Entendemos que a construção da candidatura do nome do companheiro Paulo Duarte é procedente, tanto como é o cumprimento das normas do Estatuto do PT que ora foi reformulado no IV Congresso do PT. Logo, havendo outros nomes, no mínimo avaliados e referendados ou pelo conjunto maior dos filiados (prévias), ou pelo conjunto representativo de delegados se legitima o processo estatutário”, diz o comunicado.

Jornal Midiamax