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Coreia do Norte encerra funeral de Kim Jong-Il

A Coreia do Norte concluiu o funeral do ditador Kim Jong-Il, após a cerimônia de três horas exibida pela televisão estatal. O ato foi marcado por lamentos de norte-coreanos que se reuniram nesta quarta-feira às margens das principais vias de Pyongyang para ver passar o cortejo fúnebre que transportava o corpo do tirano. Kim morreu […]

Arquivo Publicado em 28/12/2011, às 15h40

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A Coreia do Norte concluiu o funeral do ditador Kim Jong-Il, após a cerimônia de três horas exibida pela televisão estatal. O ato foi marcado por lamentos de norte-coreanos que se reuniram nesta quarta-feira às margens das principais vias de Pyongyang para ver passar o cortejo fúnebre que transportava o corpo do tirano. Kim morreu aos 69 anos em 17 de dezembro, vítima de um ataque cardíaco, segundo informações oficiais.


 Pouco mais de duas horas após partir do Palácio Memorial de Kumsusan, a procissão chegou à praça Kim Il-sung. No local, a guarda de honra desfilou e uma orquestra militar interpretou o hino nacional. Imagens da televisão estatal KCTV mostravam norte-coreanos sob intensa neve, reunidos para acompanhar a passagem da comitiva, na qual estava presente o filho mais novo e sucessor do tirano, Kim Jong-un.

Cortejo – O cortejo partiu de Kumsusan, onde foi realizado o velório do líder, às 14h (no horário local). Os primeiros metros foram percorridos muito lentamente, sempre com Kim Jong-un e um grupo de militares e oficiais caminhando ao lado do carro com o féretro. O caixão estava envolvido numa bandeira do Partido dos Trabalhadores e colocado sobre uma cama de crisântemos brancos espalhados no teto do veículo. O carro seguinte levava uma enorme imagem do líder vestido em seu tradicional traje militar.

Da mesma forma que ocorreu em 1994, no funeral de seu pai, Kim Il-sung, fundador do regime norte-coreano, o cortejo percorreu as principais ruas da capital.

Pai do vento – “Kim Jong-Il era o pai do vento que sopra agora em Pyongyang, e o perdemos”, dizia um dos locutores da rede de televisão durante o evento. “Comandante, não se vá”, pedia aos gritos diante das câmaras uma camponesa.

Enquanto isso, opositores norte-coreanos aproveitaram o dia do funeral para jogar panfletos no país a partir da Coreia do Sul para convocar uma insurreição contra a dinastia dos Kim. Cinquenta refugiados utilizaram balões para enviar 200.000 panfletos em um protesto contra o regime de Pyongyang organizado em Paju, cidade sul-coreana próxima da fronteira com o Norte.

Jornal Midiamax