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Conselheiros tutelares reclamam por melhores salários em Três Lagoas

Na difícil tarefa de proteger as crianças e os adolescentes de Três Lagoas, os membros do Conselho Tutelar enfrentam inúmeras dificuldades no dia a dia, entretanto não são recompensados a contento. O salário dos profissionais que iniciam a jornada diária às 7 horas da manhã sem horário para sair e têm uma folga por semana […]

Arquivo Publicado em 02/02/2011, às 16h23

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Na difícil tarefa de proteger as crianças e os adolescentes de Três Lagoas, os membros do Conselho Tutelar enfrentam inúmeras dificuldades no dia a dia, entretanto não são recompensados a contento. O salário dos profissionais que iniciam a jornada diária às 7 horas da manhã sem horário para sair e têm uma folga por semana é um dos mais baixos do estado de Mato Grosso do Sul.


“O salário base é de R$ 544 que são pagos pela Prefeitura, somados a uma complementação repassada pelo Governo Federal de igual valor atinge R$ 1.088, mas com os descontos sobra menos de R$ 900”, explica Davis Martinelli, vice-presidente do Conselho.


Ele considera que o salário é vergonhoso se comparado a outras cidades do estado com população inferior e menos trabalho. É o caso de São Gabriel do Oeste que tem pouco mais de 20 mil habitantes e o salário dos conselheiros é de R$ 2.600. Davis informa que em Ribas do Rio Pardo, cidade com menos de 20 mil habitantes, os conselheiros recebem R$ 1.600.


Segundo a presidente do Conselho Tutelar, Mirian Monteiro Herreira Hamed, o índice de atendimentos aumentou consideravelmente nos últimos anos. “A população aumenta a cada dia e nos últimos meses temos trabalhado sem cessar, ultrapassando nossos limites e muitas vezes nem conseguimos horário para nossas refeições”, disse a presidente.

Jornal Midiamax