As eleições primárias abertas, simultâneas e obrigatórias que definirão os candidatos para as eleições gerais de outubro começaram neste domingo com normalidade na Argentina.
Quase 29 milhões de pessoas estão convocadas a votar neste pleito inédito no país, implementado por uma reforma política aprovada pelo Parlamento no final de 2009.
Em todo país, os cidadãos votarão em listas de pré-candidatos para presidente e vice-presidente; 130 deputados em todas as províncias e na capital do país; e 24 senadores nos distritos de Buenos 
Aires, Formosa, Jujuy, La Rioja, Misiones, San Juan, San Luis e Santa Cruz.
As primárias são duplamente obrigatórias: para todas as pessoas com mais de 18 anos no momento da realização das gerais e para todos os partidos e alianças eleitorais que pretendem concorrer em outubro, ainda que apresentem uma única lista de pré-candidatos.
Os dez partidos que querem concorrer à Presidência daqui a pouco mais de dois meses apresentarão este domingo uma única fórmula.
Será possível escolher entre duas ou mais listas de um mesmo partido, mas só para cargos provinciais e municipais em alguns distritos.
Um partido político poderá apresentar-se no pleito de outubro desde que nas primárias, entre todas suas listas de pré-candidatos, obtenha ao menos 1,5% dos votos válidos no distrito e para a categoria de cargo na qual pretenda concorrer nas gerais.
Todas as pesquisas coincidem em colocar a presidente do país, Cristina Fernández de Kirchner, no primeiro lugar em intenções de voto.
Atrás de Cristina, que aspira à reeleição e representa o peronista Frente pela Vitória, aparecem nas pesquisas o radical Ricardo Alfonsín e o ex-presidente Eduardo Duhalde (2002-2003), do peronismo dissidente.
Alfonsín, filho do falecido ex-governante Raúl Alfonsín (1983-1989), foi o primeiro dos candidatos presidenciais a votar.
O pleito acaba às 18h e, segundo a Câmara Eleitoral, antes das 23h estarão disponíveis os primeiros resultados.