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Com R$ 3 mi para o meio ambiente, Taquarussu mantém lixão a céu aberto

Taquarussu é um dos menores municípios do Estado, mesmo assim sua arrecadação não é inferior a de cidades com uma população até três vezes maior, como é o caso de Batayporã, Anaurilândia e Angélica. Mensalmente, a administração de Taquarussu recebe através de repasses e convênios, mais de R$ 1 milhão. Parte dessa arrecadação – que […]

Arquivo Publicado em 15/03/2011, às 13h47

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Taquarussu é um dos menores municípios do Estado, mesmo assim sua arrecadação não é inferior a de cidades com uma população até três vezes maior, como é o caso de Batayporã, Anaurilândia e Angélica.

Mensalmente, a administração de Taquarussu recebe através de repasses e convênios, mais de R$ 1 milhão. Parte dessa arrecadação – que varia entorno de R$ 240 mil a R$ 300 mil – é proveniente do ICMS Ecológico (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviço).

O município recebe uma das maiores fatias do imposto no Mato Grosso do Sul devido uma Área de Preservação Permanente, localizada no trecho do Rio Ivinhema que passa pela região.

Após um alagamento provocado pela Usina Sérgio Motta, por volta de 1998, foi criado o Parque Estadual de Várzeas do Rio Ivinhema, que compreende os municípios de Naviraí, Jatei e Taquarussu.

O Parque é uma área de inundações periódicas, que protege refúgios de espécies animais e vegetais do cerrado e da floresta estacional e objetiva. O espaço visa conservar os fragmentos de florestas, remanescentes de várzea e ecossistemas associados dos rios Ivinhema e Paraná.

De 2002 a 2009, o município recebeu quase R$ 22 milhões em recursos do ICMS Ecológico para preservar o local. Os valores estão disponíveis através do site www.icmsecologico.org.br.

Em 2007, por exemplo, Taquarrussu foi um dos dez municípios brasileiros que receberam o maior repasse do imposto no Brasil, totalizando R$ 3.839.471,33.

Apesar de figurar entre um dos municípios com o maior número de recursos para serem investidos no meio ambiente, o que se vê na rodovia que dá acesso a Taquarussu é um enorme lixão a céu aberto.

A reportagem esteve no local no último sábado (12) e ouviu diversas reclamações de moradores que passam pelo trecho para chegar até suas residências.

“Tem dia que não temos como passar por aqui. O lixo fica quase no meio da estrada. O duro ainda é o mau cheiro que temos que enfrentar”, reclamou um dos moradores que pediu para não ser identificado.
vDuas lagoas localizadas próximas ao depósito correm forte risco de contaminação, devido os líquidos poluentes que saem do lixo, onde é possível encontrar móveis usados, pneus, material plástico, vidros e até mesmo restos de animais mortos.
vNo sábado, a reportagem tentou entrar em contato o secretário municipal de Meio Ambiente e Turismo de Taquarussu, Adreano Marcos de Biasi, mas não o encontrou.

Na manhã desta segunda-feira, a reportagem tentou contato com a Prefeitura Municipal, mas uma gravação informava que o telefone disponível no site da administração não existia.

Na tarde de segunda, a reportagem conseguiu localizar o secretário Adreano Marcos Biasi por telefone, mas o mesmo preferiu marcar uma nova entrevista na quinta-feira para comentar o assunto.

Fraternidade e a Vida no Planeta

Visando fortalecer o debate sobre o meio ambiente, a CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil) lançou neste mês a Campanha da Fraternidade 2011. Com o tema Fraternidade e a Vida no Planeta, um dos objetivos da Campanha é mostrar a gravidade e urgência dos problemas ambientais provocados pelo aquecimento global e articular a realidade local e regional com o contexto nacional e planetário.

Jornal Midiamax