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Chanceler diz que Síria rejeita interferências externas

O ministro dos Negócios Estrangeiros da Síria, Walid Moallem, disse hoje (22) que o governo do presidente Bashar Al Assad rejeita interferências externas e por isso não reconhece as sanções impostas pela União Europeia ao país. Segundo ele, os sírios até “esquecem que a Europa existe no mapa”. O chanceler saiu em defesa do presidente […]

Arquivo Publicado em 22/06/2011, às 14h45

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O ministro dos Negócios Estrangeiros da Síria, Walid Moallem, disse hoje (22) que o governo do presidente Bashar Al Assad rejeita interferências externas e por isso não reconhece as sanções impostas pela União Europeia ao país. Segundo ele, os sírios até “esquecem que a Europa existe no mapa”. O chanceler saiu em defesa do presidente Assad.
“Rejeitamos qualquer ingerência estrangeira. Nós [os sírios] podemos chegar a denominadores comuns apesar das divergências de pontos de vista. Ninguém no exterior deve nos impor pontos de vista”, disse Moallem.

Para o chanceler, a posição assumida pelos europeus provoca o esquecimento natural deles por parte dos sírios. “Vamos esquecer que a Europa está no mapa”, disse.

Moallem acusou alguns ministros europeus de participarem de uma “conspiração destinada a semear o caos e o conflito na Síria” ao criticarem o discurso feito anteontem (20) por Assad. Para alguns auxiliares do presidente, o tom do discurso foi insuficiente. “Como pode ser insuficiente se falou de reformar ou alterar a Constituição?”, reagiu o chanceler.

O ministro acusou o chanceler da França, Alain Juppé, de manter “ilusões colonialistas”. Segundo ele, Juppé não tem influência na Síria. Moallem negou também que o Irã e o movimento xiita Hezbollah apoiem o regime o esquema de repressão às manifestações no país.

Jornal Midiamax