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CGR Engenharia ainda não depositou valor de frete devido e prometido a caminhoneiros

Os proprietários de caminhões que fazem frete para a empresa CGR Engenharia em Costa Rica informaram ao Hora da Notícia nesta quarta-feira (28) que os depósitos dos valores devidos pela a empresa aos prestadores de serviço ainda não foram creditados nas contas. O Gerente administrativo e financeiro da empresa, Josesó Monezi disse ontem ao jornal […]

Arquivo Publicado em 28/09/2011, às 18h36

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Os proprietários de caminhões que fazem frete para a empresa CGR Engenharia em Costa Rica informaram ao Hora da Notícia nesta quarta-feira (28) que os depósitos dos valores devidos pela a empresa aos prestadores de serviço ainda não foram creditados nas contas. O Gerente administrativo e financeiro da empresa, Josesó Monezi disse ontem ao jornal que os pagamentos em atraso estavam sendo depositado.

Nesta quarta-feira o Sadi Chuch, 43 anos, que transporta cargas para a empresa informou que os depósitos ainda não foram efetuados pela empresa. Os transportadores afirmam estarem passando por dificuldades financeiras uma vez que estão a mais de 80 dias sem receber.

Entenda o caso:

Os proprietários de 14 caminhões que trabalham transportando material para a construção do asfalto na Rodovia MS 306 que liga a localidade denominada Gaúcho Pobre ao Bolicho Seco em Costa Rica, paralisaram o trabalho por volta das 10 horas desta terça-feira (27), por falta de pagamento do frete pela empresa CGR Engenharia.

Os motorista fecharam a entrada do depósito onde está armazenado o material usado para construção do asfalto na localidade do Distrito de Laje, distante cerca de 15 Km de Costa Rica.
De acordo com os motoristas ouvidos pelo Hora da Notícia eles estão a cerca de 80 dias sem receber da empresa e já contabilizam uma média de R$ 25 mil por caminhão em atraso para receber da empresa CGR Engenharia.

A construção de 32 Km da rodovia iniciou no mês de maio, 20 Km já esta concluído. Nesta terça-feira o trabalho de construção do asfalto foi interrompido por falta da material como: pedra brita, pó de pedra e outros, já que os motoristas se recusam a levar o material.

O motorista e líder do movimento de paralisação Marcio José Castanho, 35 anos disse ao Hora da Notícia que tem R$ 25 mi para receber da empresa, “já não tenho mais crédito na cidade”, afirmou.

Já Silvan de Souza Costa, 44 anos informou que devido à falta de pagamento os caminhões estão trabalhando quebrados.

Outro que disse estar endividado é Adriano Campos Ribeiro Cesar, 25 anos, “já tenho R$ 10 mil em dívidas no Chapadão do Sul e R$ 18 mil para receber”.

De acordo com os caminhoneiros a empresa ficou de fazer contrato com eles, mas isso nunca foi feito, “recebemos através de recibos”.

Outras dívidas:

A empresa está em débito com o borracheiro da localidade que presta serviços aos veículos e duas outras pessoas que prestaram serviços com moto-serra para a empresa.

Alexandre Borges Lemes, 24 anos borracheiro disse ter cerca de R$ 5 mil para receber, “nós estamos passando necessidades”.

Os cortadores de madeira com moto-serra, José Carlos Lemes, 42 anos e Aparecido Evencio Nunes, 42, disseram que nunca receberam nada da empresa, “estamos há quatro meses sem receber, falta gasolina para trabalhar”. Segundo eles já ficaram até uma semana sem trabalhar.

O Hora da Notícia procurou o engenheiro Bruno de Macedo Barbato, responsável pelo canteiro de obras na região, mas ele se negou a falar.

Jornal Midiamax