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Caso Marielly: Após sepultamento, mistério ainda cerca morte de jovem e intriga familiares

Nenhuma possibilidade está descartada, mas, segundo informações não-oficiais, é forte a suspeita de que desaparecimento e morte estejam ligadas à suposta gravidez indesejada da jovem de 19 anos.

Arquivo Publicado em 17/06/2011, às 19h55

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Nenhuma possibilidade está descartada, mas, segundo informações não-oficiais, é forte a suspeita de que desaparecimento e morte estejam ligadas à suposta gravidez indesejada da jovem de 19 anos.

A jovem Marielly Barbosa Rosrigues, de 19 anos, esteve nos notíciários sul-mato-grossenses desde 21 de maio, quando saiu de casa com uma colega e desapareceu. Após semanas de buscas, com a família pressionando as autoridades atrás de apoio, distribuindo cartazes e temendo o pior, a tragédia ainda não terminou para a família.

Nesta sexta-feira (17) a pequena cidade de Alto Taquari, em Mato Grosso, parou para o sepultamento de Marielly. Ela foi encontrada morta no último dia 11 em um canavial na cidade de Sidrolândia, a 60 quilômetros de Campo Grande.

Após a identificação, dificultada pelo adiantado estado de decomposição, o corpo de Marielly foi liberado na noite de quinta-feira (16) pelo Instituto Médico Legal (IML) de Campo Grande e chegou por volta das 08h desta sexta-feira (17), em Alto Taquari, onde a família dela mora.

De acordo com o secretário de indústria e comércio de Alto Taquari, Erocy Scaini, a prefeitura decretou ponto facultativo no município e liberou alunos e servidores municipais para irem ao velório e ao enterro da jovem.

O pai de Marielly, Marcos Antonio Rodrigues, é conhecido na cidade onde trabalha no setor de transportes e seu tio é secretário municipal.

O corpo de Marielly, de 19 anos, foi sepultado às 15h no cemitério municipal da cidade. Segundo Maria Helena Oliveira, amiga da família, “Marielly era uma menina muito querida na cidade, que parou por conta do sepultamento”.

Várias dúvidas

Várias dúvidas ainda cercam a morte da menina. O delegado responsável pelo caso, Fabiano Nagata disse hoje (17) que o resultado dos exames feito no IML, com as possíveis causas da morte só serão divulgados na terça-feira (21).

No dia 21 de maio, Marielly Barbosa Rodrigues, de 19 anos, teria saído da residência no Jardim Imá, onde morava com os pais para encontrar uma amiga e depois o namorado, porém não voltou mais.

Familiares da jovem espalharam cartazes pela Capital e pediram a ajuda de órgãos como a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB/MS) e a Assembleia Legislativa.

Durante as buscas tanto a família quanto a polícia receberam várias denúncias anônimas sobre o paradeiro da jovem, todas falsas. Só no último sábado (11), o corpo de uma jovem foi encontrado em um canavial de Sidrolândia.

Exames periciais indicaram que o corpo encontrado é o de Marielly. A identificação não foi feita pelo pai da jovem, devido ao estado avançado de decomposição que o corpo foi encontrado.

Gravidez

Desde o começo das buscas, a hipótese de uma gravidez foi cogitada. Oficialmente a hipótese não foi confirmada, porém informações não-oficiais indicam que ela teria feito um exame de gravidez ainda no começo do ano e, desde fevereiro, já saberia da suposta gestação.

As condições em que ela saiu também reforçam a suspeita de que ela sabia da gravidez e que teria marcado algum compromisso relacionado à condição.

Segundo a família, na tarde do sábado em que sumiu, por volta das 16h30, Marielly saiu da casa de sua mãe no bairro Jardim Imá, em Campo Grande, dizendo que iria “resolver algumas coisas”.

Ela teria saído com uma amiga e em seguida encontraria o namorado, Willian Barbosa, de 25 anos. Ele confirmou que foi avisado por Marielly, através de uma mensagem de celular, que iria sair com a amiga e que a bateria do telefone estava acabando.

Apenas por volta das 22h, a família constatou o desaparecimento da jovem, pois até então achavam que ela estava com o namorado Willian. Desde então, o telefone da jovem ficou desligado e não recebe ligações.

O corpo de Marielly foi encontrado com roupas diferentes das que ela trajava quando saiu de casa. Além disso, relatos não confirmados indicam que não havia nenhum feto no local onde ela estava, nem no útero dela.

A possibilidade de uma intervenção cirúrgica malsucedida não está afastada.

Marielly trabalhava como secretária em um escritório de advocacia. De acordo com conhecidos, a jovem era responsável, caseira, e não tinha problemas com a família. (Com informações de Priscilla Peres)

Jornal Midiamax