Caso Marielly: Advogados de Hugleice e Jodimar acreditam que depoimentos de acusação podem ajudar na defesa

Após a audiência na qual foram ouvidas as testemunhas de acusação sobre a morte de Marielly Barbosa Rodrigues, os advogados de Jodimar Ximenes Gomes e Hugleice da Silva, principais suspeitos pelo crime, saíram otimistas para prosseguir com a defesa de seus clientes. Na tarde desta segunda-feira (5), foram ouvidas as testemunhas arroladas pelo Ministério Público […]
| 06/12/2011
- 02:25
Caso Marielly: Advogados de Hugleice e Jodimar acreditam que depoimentos de acusação podem ajudar na defesa

Após a audiência na qual foram ouvidas as testemunhas de acusação sobre a morte de Marielly Barbosa Rodrigues, os advogados de Jodimar Ximenes Gomes e Hugleice da Silva, principais suspeitos pelo crime, saíram otimistas para prosseguir com a defesa de seus clientes.

Na tarde desta segunda-feira (5), foram ouvidas as testemunhas arroladas pelo Ministério Público Estadual, sendo elas Lidinez Blanco da Silva de Oliveira e Heluana Oliveira Duarte, ambas amigas de Marielly, além do investigador da polícia civil Julio Oliveira Pettengill. Também foi arrolada a irmã da vítima, Mayara Bianca Barbosa Rodrigues, e a investigadora Maria Campos Mendes, que não compareceram à audiência.

As amigas foram interrogadas sobre o cotidiano de Marilly e até onde elas sabiam do envolvimento da vítima com o cunhado. Heluana, que mantinha uma amizade de cinco anos com a jovem, disse que nunca percebeu nada de diferente no relacionamento dos dois que a levasse a suspeitar de um caso entre eles.

“Era uma família unida, havia carinho. Para quem olhava de fora, com certeza diria que é uma família legal”, diz Heluana. Questionada pelo advogado de Hugleice, José Roberto Rodrigues da Rosa, Heluana afirmou que na casa de Marielly, além dela, a mãe e o cunhado também trabalhavam para sustentar a casa, depoimento que favorece o acusado por dar conta de que ele não era a única fonte de renda da família e, assim, não teria nenhum “privilégio” sobre a vítima.

Lidinez, que era amiga de Marielly há pouco tempo, contou que ela conversou por MSN com a vítima dias antes de sua morte. “Ela me perguntou se eu conhecia alguma clínica que fazia aborto, mas que era para uma amiga”, relatou. Porém, Lidinez não entrou em detalhes e também afirmou que não sabia do relacionamento dela com o cunhado. “Não tínhamos muita intimidade, ela era mais amiga do meu ex-namorado”.

Uma das testemunhas chaves para o advogado de Jodimar, o investigar Julio Pettengill relatou como chegou aos nomes dos dois principais suspeitos do crime. Segundo ele, foi através de informações anônimas e, no caso de Hugleice, as conversas que teve com a jovem por celular e o nervosismo dele nos depoimentos.

Ao ser questionado por David Moura Olindo, advogado de Jodimar, sobre o depoimento de uma amiga de Marielly que a teria visto na Santa Casa após dia que deram a jovem como desaparecida, Julio disse que esse depoimento não foi apurado.

Diante dos relatos, ambos os advogados saíram otimistas da audiência para construir a tese de defesa de seus clientes. “Com certeza Hugleice irá negar o crime, no júri popular são outros quinhestos, muita coisa pode acontecer até lá e mudar tudo”, disse David. Sobre Jodimar, ele afirmou que há contradições e que os depoimentos não incriminam seu cliente, a não ser o de Hugleice, que, segundo David, pode mudar.

O advogado do cunhado de Marielly também saiu otimista. “A polícia não apontou nenhuma autoria do fato e não houve nenhum depoimento que comprometa a tese defensiva”, disse.

Ainda faltam serem ouvidas 16 testemunhas, sendo seis arroladas pelo advogado de Hugleice, José Roberto Rodrigues da Rosa, e seis do advogado de Jodimar, David Moura Olindo, sendo que duas deles é comum à defesa do cunhado. As outras seis são arroladas do Ministério Público Estadual. A audiência de amanhã foi cancelada e próxima audiência ainda não tem data definida.

Caso

Marielly Barbosa Rodrigues, de 19 anos, desapareceu no dia 21 de maio de 2010 e seu corpo foi encontrado em Sidrolândia um mês depois, em um terreno, com suspeitas de aborto.

O principal suspeito pelo crime é o cunhado, Hugleice, que confessou ter tido relações sexuais com a jovem e a levado para a cidade do interior de MS para fazer o aborto, que teria sido feito pelo enfermeiro Jodimar.

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