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Camelódromo tem 24 horas para sair de avenida central em Três Lagoas

O MPE deu prazo de um dia para que todos os comerciantes do Shopping Popular estejam instalados no antigo Mercadão Municipal, mas os lojistas afirmam que irão aguardar autorização do Corpo de Bombeiros.

Arquivo Publicado em 05/05/2011, às 18h27

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O MPE deu prazo de um dia para que todos os comerciantes do Shopping Popular estejam instalados no antigo Mercadão Municipal, mas os lojistas afirmam que irão aguardar autorização do Corpo de Bombeiros.

Os 121 proprietários de lojas no Shopping Popular de Três Lagoas (camelódromo) se negam a cumprir a ordem do Ministério Público Estadual (MPE) que exige a mudança de todos em 24 horas – contadas a partir da zero hora de hoje (05) – para as novas instalações, no antigo Mercadão Municipal, após a reforma realizada pela Prefeitura Municipal. 



A maioria dos comerciantes afirma que não sairá do antigo local – na Avenida Rosário Congro, área central da cidade – até que o Corpo de Bombeiros (CB) emita o Certificado de Vistoria, autorizando o funcionamento no novo prédio, apesar da ordem do MPE.



O promotor responsável, Antonio Carlos Garcia de Oliveira, disse que irá aplicar a execução do TAC (Termo de Ajustamento de Conduta) para quem não cumprir o determinado.



Segundo o promotor, a multa será de 100 Unidades Fiscais Municipais (R$ 295,96), ao dia, para cada box. “Eu não quero mais saber desse tipo de enrolação. Já protelamos muito esse dia. Tudo isso aconteceu porque eles fizeram alterações no prédio sem autorização da Prefeitura. O prazo final é amanhã”, assegurou Antonio Carlos.



A transferência deveria ter ocorrido no final do ano passado, mas foi adiada para as adequações nas instalações exigidas pelo CB. 



Relutância



“As alterações que fizemos foram com o aval da antiga prefeita, Simone Tebet. Ela nos disse que poderíamos utilizar o espaço acima dos boxs para depósito, uma espécie de mezanino. Mas já demolimos”, alegou a presidente da Associação do Shopping Popular, Sandra de Oliveira.



“O atual motivo da demora para a mudança é o cumprimento da exigência do Corpo de Bombeiros que solicitou a aplicação de produto anti-chamas em 40 lojas que instalaram forros de madeira. Não nos deram prazo suficiente para isso”, reclamou um dos comerciantes que não quis se identificar. 



Exigências



Para o major do Corpo de Bombeiros, Luiz Antonio de Mello, todos os procedimentos exigidos são necessários e não se tratam de detalhes. “Não podemos emitir certificado de vistoria em um local que não atende as normas da lei 1090/90. Apesar da promotoria ter classificado como pequenas adequações, não iremos autorizar o funcionamento sem essas correções, pois o local pode se transformar em uma bomba atômica”, declarou Mello.



O major disse aguardar a solicitação da Prefeitura e da Associação do Shopping para uma nova vistoria. “Quem vai resolver sobre o prolongamento do prazo agora é a juíza responsável pelo caso. Temos que agir com bom senso”, finalizou Mello.

Jornal Midiamax