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Brasil será autossuficiente em luvas de látex

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, participou do evento de inauguração do novo parque industrial da empresa Lemgruber, única produtora de luvas de láctex brasileira. A nova fábrica localiza-se em Paraíba do Sul (RJ), e iniciou a produção neste ano, apesar de estar ainda em construção. O objetivo da empresa com a abertura do novo […]

Arquivo Publicado em 22/10/2011, às 11h59

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O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, participou do evento de inauguração do novo parque industrial da empresa Lemgruber, única produtora de luvas de láctex brasileira. A nova fábrica localiza-se em Paraíba do Sul (RJ), e iniciou a produção neste ano, apesar de estar ainda em construção.


O objetivo da empresa com a abertura do novo parque é, nos próximos três anos, passar a abastecer integralmente o setor de saúde brasileiro com luvas de procedimentos médicos, tornando desnecessária a importação deste produto, tanto pela rede pública, quanto pela privada. O Ministério da Saúde emitiu parecer favorável, junto à Camex (Câmara de Comércio Exterior), para garantir competitividade da empresa nacional.

O ministro Padilha ressaltou a importância da autossuficiência do país em insumos deste tipo. “A produção nacional torna o Brasil menos vulnerável às oscilações do mercado e garante sustentabilidade financeira ao país e ao SUS”, disse. Antes de o novo parque industrial entrar em funcionamento neste ano, 100% das luvas de procedimentos – aquelas usadas em atividades simples não-cirúrgicos nos estabelecimentos de saúde – eram importadas do sudeste asiático.

A falta de um fabricante nacional deixa o sistema de saúde vulnerável. Essa foi situação vivenciada no país durante a pandemia da gripe H1N1, quando os atuais fabricantes tailandeses e malaios deixaram de atender o mercado brasileiro devido à grande demanda dos Estados Unidos e de países da Europa.

O projeto da fábrica abrange três módulos, sendo que o primeiro deles, no qual foi investido cerca de R$ 30 milhões, já se encontra em funcionamento. Está previsto, ainda, o investimento de mais R$ 70 milhões na construção do restante do parque industrial. Cada módulo é capaz de produzir, anualmente, um bilhão de peças de luvas de procedimentos – juntos, os três produzem 3 bilhões de unidades por ano, o suficiente para atender, com sobra, a demanda interna anual por luvas de procedimentos, de cerca de 2,5 bilhões.

O Ministério da Saúde está apoiando e acompanhando a empresa em todo o processo de implantação do novo parque industrial e apresentou parecer favorável à Camex, para a elevação alíquota de importação de luvas de látex de 16% para 35%. “Não é protecionismo, é isonomia, ou seja: dar condições iguais de competitividade a empresas nacionais e estrangeiras. As empresas brasileiras, agora, possuem tenham as mesmas condições que as demais”, afirmou Padilha.

Com a construção do primeiro módulo, foram gerados 700 empregos diretos. Quando todo o projeto for finalizado, outros 2.000 empregos diretos e aproximadamente 10.000 empregos indiretos serão criados, o que impactará diretamente no desenvolvimento em toda região Sul do Rio de Janeiro. Para o ministro, essa inauguração e expansão demonstram como é correta a ideia de que saúde é necessariamente uma política social, mas, também, fundamental para o desenvolvimento do país. “Com uma política social aliada ao desenvolvimento econômico podemos dar saltos ainda maiores”, afirmou.

Jornal Midiamax