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Bolsa abre perto da estabilidade sob influência da China

A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) abriu o dia próxima da estabilidade, sob a influência do forte aumento das importações chinesas e de olho nos Estados Unidos. Se por um lado algumas bolsas europeias registram leve queda, as commodities (matérias-primas) são puxadas pelo dinamismo da China, o que pode favorecer os negócios no […]

Arquivo Publicado em 14/02/2011, às 13h05

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A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) abriu o dia próxima da estabilidade, sob a influência do forte aumento das importações chinesas e de olho nos Estados Unidos. Se por um lado algumas bolsas europeias registram leve queda, as commodities (matérias-primas) são puxadas pelo dinamismo da China, o que pode favorecer os negócios no Brasil. Às 11h06 (horário de Brasília), o índice Bovespa (Ibovespa) tinha leve baixa de 0,03%, aos 65.733 pontos.

Segundo Pedro Galdi, estrategista-chefe da SLW, a tendência da Bolsa brasileira seria acompanhar o humor externo. No entanto, os dados de importação da China podem ajudar os papéis das empresas ligadas ao setor de commodities. “A importação chinesa de minério de ferro e petróleo aumentou muito, o que para nós é positivo”, destaca Galdi, lembrando que há algumas oportunidades de compra de ações devido à queda apurada pela Bovespa nas últimas semanas.

As importações de petróleo da China aumentaram 27,4% em janeiro, para 21,8 milhões de toneladas, ou 5,15 milhões de barris por dia, em relação ao mesmo período do ano passado. Em dezembro, a China importou 20,86 milhões de toneladas de petróleo, segundo a Administração Geral Alfandegária. Já as importações de minério de ferro da China cresceram 48% em janeiro, para 68,97 milhões de toneladas, em comparação com igual mês de 2010. Em relação a dezembro do ano passado, as importações da China de minério de ferro subiram 18%. No total, as importações da China avançaram 51% no mês passado, ante um crescimento pouco inferior a 38% nas exportações.

Galdi diz ainda que o movimento do fluxo de recursos estrangeiros também pode impactar nos negócios com ações, uma vez que foi verificada forte saída de capital nos últimos dias. “Temos que ver se a força de saída já terminou”, pondera. Segundo dados mais recentes, em fevereiro, até o dia 9, o saldo de capital externo na Bolsa está negativo em R$ 1,377 bilhão. No ano, o resultado negativo acumulado é um pouco menor, de R$ 976,312 milhões.

Hoje, a agenda dos Estados Unidos está vazia, mas o mercado pode repercutir o projeto de lei orçamentária para 2012, a ser apresentado durante o dia pelo presidente Barack Obama. O projeto prevê a redução do déficit norte-americano em US$ 1,1 trilhão nos próximos dez anos.

No Brasil, além da pesquisa Focus do Banco Central (BC), que trouxe elevação para a projeção do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em 2011, de 5,66% para 5,75%, o mercado repercute os resultados de Banco Daycoval, Banrisul, Marisa, São Martinho e Tereos. Vale ressaltar que os vencimentos dos contratos futuros do Ibovespa, na quarta-feira, e de opções, na próxima semana, podem trazer maior volatilidade ao mercado.

Jornal Midiamax