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“Basquete deveria estar em alta na cidade”, afirma árbitro douradense

A cidade de Dourados, nos últimos anos, vem se destacando por revelar jogadores de futebol profissional, de futsal e atletas de esportes individuais, como a natação, para os clubes dos grandes centros do país e até mesmo para países da Europa. Mas, por outro lado, o basquetebol vem deixando a desejar, principalmente pela falta de […]

Arquivo Publicado em 10/02/2011, às 18h42

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A cidade de Dourados, nos últimos anos, vem se destacando por revelar jogadores de futebol profissional, de futsal e atletas de esportes individuais, como a natação, para os clubes dos grandes centros do país e até mesmo para países da Europa. Mas, por outro lado, o basquetebol vem deixando a desejar, principalmente pela falta de investimento neste esporte, tanto por parte dos desportistas, como do empresariado local.

Atualmente, o basquetebol de Dourados vem sendo desenvolvido somente nas escolas, entretanto, a maioria delas são particulares.

O interessante nesta modalidade esportiva é que nos últimos anos, embora o basquetebol esteja em baixa, a arbitragem douradense vem se destacando, com muitos árbitros tendo atuações elogiadas não só no estado, mais também em competições nacionais.

Assim como o futsal vem, nos últimos anos, levando um grande público ao Ginásio Municipal e ao do SESC (Serviço Social do Comércio), entre outras quadras, o inverso pode-se dizer a respeito do basquete, que no ponto de vista dos seus adeptos deveria estar em alta, com competições de grandes níveis tanto estaduais como interestaduais. No entanto, isso não vem ocorrendo, o que é lamentável para a segunda maior cidade do estado.

Investimentos

“Temos um grande número de jovens ávidos para jogar basquete, porém eles se limitam a bater bola nas quadras, inclusive nos finais de tardes no Parque dos Ipês justamente porque falta incentivo para eles.

O bom mesmo seria que as empresas investissem no basquete, montando suas equipes assim como são montadas no futebol de salão. Uma competição local de basquete com no mínimo seis equipes, já seria um bom começo, mais infelizmente somente algumas escolas é que se habilitam em dar esta oportunidade para os nossos jovens”, lamentou Ricardo Piccoli, árbitro de basquete filiado a federação e um dos destaques de Mato Grosso do Sul nesta modalidade esportiva, lembrando que assim como o futsal, o futebol de campo entre outras modalidades esportivas tiram crianças e jovens do submundo do crime, o basquete também tem em todo o país cumprindo a mesma missão. “Hoje já podemos ver que o basquete de rua que era discriminado anteriormente, hoje é muito bem divulgado e recebe grande apoio das grandes imprensas e principalmente de empresas” exemplificou Ricardo Piccoli feliz com suas últimas atuações como árbitro de basquetebol tanto no MS como em competições nacionais.

Ricardo Piccoli conclui dizendo que em Dourados já é possível a formação de grandes jogadores de basquete, porém em seu ponto de vista, este esporte não pode ser limitado somente às escolas. “Aqui daria para montar escolinhas de categorias de base e equipes fortes para enfrentar outras do Estado e até mesmo dos grandes centros, mais para isso seria necessário um maior investimento”, relatou ele lamentando a baixa nesta pratica deste esporte na cidade.

Em São Paulo

Ricardo Piccoli hoje é filiado ao quadro de arbitragem da CBB (Confederação Brasileira de Basquetebol), que tem sua sede na avenida Rio Branco, 245, 16º andar, no Rio de Janeiro, e que vem sendo presidida interinamente por Reginaldo de Mello Senna.

No jogo entre o São Caetano/Unip e Santo André/Semasa pela última rodada da fase classificatória da LBF (Liga de Basquete Feminino), o árbitro douradense atuou juntamente com o paulista Sérgio Pranchevicius e com Maurício Serour do Rio de Janeiro.

O douradense Ricardo Piccoli na oportunidade esteve representando o Mato Grosso do Sul, atuando no clássico da região do ABC paulista no ginásio de esportes Armando Lima e Silva, o “Corujeira”. “Foi maravilhoso ter sido escalado para aquele jogo. Emocionalmente mesmo foi ver as duas torcidas incentivando seus atletas, cantando e gritando os nomes deles no ginásio”, disse o douradense, acreditando que num futuro não distante assim diz esperar pelo crescimento do basquetebol em Dourados e na região.

O douradense

Desconhecido para os douradenses, Ricardo Piccoli (na foto) em contato com a reportagem disse que iniciou a carreira em 2003 na arbitragem estadual, posteriormente entrou para a Liga Nacional em 2007 e desde então passou a ter constante presença em grandes jogos que foram realizados em diversos estados, a maioria deles em São Paulo e no Rio de Janeiro.

Demonstrando muita humildade, o árbitro douradense comemorou a sua 7ª convocação pela Liga de Basquete Feminino, um confronto que ganhou grande destaque na imprensa nacional devido à rivalidade entre as duas equipes.

Filiado a FBMS (Federação de Basquetball de Mato Grosso do Sul), Ricardo Piccoli diz que se sente feliz por estar ligado ao quadro nacional de árbitros, e que espera um dia estar atuando em uma competição internacional.

Ricardo Piccoli diz estar feliz por estar filiado ao quadro de árbitros da CBB (Confederação Brasileira de Basquetball), e o que é melhor, de estar sempre sendo convocado para trabalhar em grandes jogos da liga nacional.

Jornal Midiamax