Nesta segunda-feira (29), o Sindicato dos Bancários de Campo Grande e Região lança a campanha nacional unificada de reajuste salarial 2011, na área central da cidade.

Uma grande mobilização marcará a data para sensibilizar os trabalhadores, clientes e a sociedade em geral sobre a importância de caminhar unidos contra o avanço especulativo do capitalismo que não respeita o trabalhador, nem o cidadão, buscando o lucro a qualquer preço. Lutar ainda contra um sistema financeiro perverso que massacra seus funcionários com metas abusivas, assédio moral e outros constrangimentos no local de trabalho, ocasionando uma infinidade de traumas e doenças que penaliza a vida desse trabalhador.

Comandado pela nova diretoria do Sindicato dos Bancários de Campo Grande e Região e apoiado pelo Sindicato dos Bancários de Dourados, além de outras categorias, o ato será realizado no centro da cidade, a partir das 09h, dentro de algumas agências bancárias, quando entregará panfletos para clientes e trabalhadores, explicando as dificuldades enfrentadas pela categoria que atua no sistema financeiro brasileiro, nem sempre reconhecida ou respeitada pela direção dos bancos e que acabam afetando a população com as terríveis filas, altas taxas de juros e um péssimo atendimento.

As principais reivindicações da categoria são reajuste salarial de 12,8% (composto por aumento real de 5% mais reposição da inflação, projetada em 7,5%), participação nos lucros ou resultados (PLR) de três salários mais R$ 4,5 mil, piso salarial equivalente ao salário mínimo necessário segundo o Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (Dieese) – estimado em R$ 2.297,51 em junho –, aumentos em vales refeição e alimentação e auxílio creche/babá para R$ 545,00 cada, contratação da remuneração total e previdência complementar para toda a categoria.

Além das reivindicações de natureza econômica, os bancários de todo país lutam para conquistar nos ambientes de trabalho o fim das metas abusivas, o combate ao assédio moral, segurança contra assaltos, garantia contra dispensas imotivadas, mais contratações, fim da rotatividade, reversão das terceirizações e igualdade de oportunidades, entre outros.