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Auditoria da CGU constata desperdício de R$ 10 milhões em Furnas na operação para construção de usina

A Controladoria-Geral da União (CGU) divulgou nesta sexta-feira (14) o resultado de uma auditoria feita na estatal Furnas Centrais Elétricas após denúncias de irregularidades veiculadas pela imprensa em janeiro.O principal problema encontrado foram gastos de R$ 10 milhões referentes à construção da Usina Serra do Facão, no Rio São Marcos, em Goiás, que poderiam ter […]

Arquivo Publicado em 15/10/2011, às 10h52

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A Controladoria-Geral da União (CGU) divulgou nesta sexta-feira (14) o resultado de uma auditoria feita na estatal Furnas Centrais Elétricas após denúncias de irregularidades veiculadas pela imprensa em janeiro.O principal problema encontrado foram gastos de R$ 10 milhões referentes à construção da Usina Serra do Facão, no Rio São Marcos, em Goiás, que poderiam ter sido evitados.


De acordo com o relatório, Furnas gastou R$ 1,6 milhão sem necessidade por não aprovar a emissão de 14 mil debêntures da Serra do Facão Participações. O documento também diz que um novo modelo societário financeiro aprovado para a Serra do Facão Participações resultou em problemas na substituição de uma empresa que participava do empreendimento, o que gerou prejuízos de R$ 8,4 milhões.


A CGU descartou, no entanto, a denúncia de prejuízo milionário na compra de ações da empresa Oliveira Trust – que poderiam ter sido adquiridas por R$ 5 milhões, mas que só foram compradas meses depois por R$ 80 milhões. O órgão ficou satisfeito com o argumento de que a empresa se valorizou depois de um aporte de R$ 75 milhões.


Também foi descartado suposto ato de improbidade no fechamento de um aditivo contratual de R$ 10 milhões para a implantação de um sistema na área de tecnologia da informação (TI). A CGU entendeu que o aditivo respeitou os limites legais.


A Controladoria-Geral entendeu, ainda, que houve atrasos na execução de obras do plano de ampliações e reforços e na implantação das usinas de Simplício e Batalha, também no Rio São Marcos, que deveriam estar gerando energia desde 2009, mas que devem demorar ainda cerca de dois anos para ficarem prontas.


A auditoria apurou, que as duas usinas têm custo para geração de energia bem superior às demais. O relatório da CGU, que também faz recomendações para que as irregularidades sejam sanadas e as responsabilidades apuradas, foi encaminhado ao Ministério de Minas e Energia, à Casa Civil da Presidência da República, ao Tribunal de Contas da União, ao Ministério Público da União, à Eletrobras Holding, à direção de Furnas Centrais Elétricas e à Corregedoria-Geral da União.

Jornal Midiamax