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Associaçãoes pedem medidas mais efeitivas do poder público para garantir acessibilidade

“Nós temos que criar uma cultura de respeito ao próximo”, disse a vice-presidente da Organização Nacional de Cegos do Brasil e presidente do Instituto Sul-Mato-Grossense para Cegos (Ismac), Telma Nantes de Matos, sobre a prorrogação do prazo para retirada de um painel publicitário da empresa Plaenge na calçada da Via Parque com a Avenida Mato […]

Arquivo Publicado em 18/10/2011, às 19h20

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“Nós temos que criar uma cultura de respeito ao próximo”, disse a vice-presidente da Organização Nacional de Cegos do Brasil e presidente do Instituto Sul-Mato-Grossense para Cegos (Ismac), Telma Nantes de Matos, sobre a prorrogação do prazo para retirada de um painel publicitário da empresa Plaenge na calçada da Via Parque com a Avenida Mato Grosso, em Campo Grande.


Nantes lembra que acessibilidade é para todos, para a mãe que carrega a criança, para o idoso que atravessa a calçada, para qualquer cidadão que queira ir de um lugar a outro da cidade. “Todos tem o direito de ir e vir”, pontua.


Para ela, isso demonstra mais uma vez que falta ação efetiva dos poderes públicos contra aqueles que praticam esses atos.


“É inadmissível um estado em evolução como o Mato Grosso do Sul ainda ocorrer esse tipo de atitude”, disse a presidente do Ismac.


Para ela a economia deve caminhar junto com o social e não em lados opostos. Telma lembra que não há como um estado crescer sem pensar no humano, no social, pois a economia é feita a partir de pessoas.


O presidente da Associação Campo-Grandense Beneficente de Reabilitação (ACBR), Paulo Márcio Machado Metello, disse que se preocupa com os acidentes que podem acontecer.


Segundo ele, ao desviar da calçada para poder atravessar o local as poessoas correm o risco de se acidentar no local. Metello pergunta: “Quem vai responder por isso, caso um acidente acontecça, a empresa que fixou o painel e não retirou, ou a prefeitura que prorrogou o prazo?”


“É preciso que isso se resolva imediatamente. Ficamos preocupados”, disse.


Os números estão aí para provar que a preocupação dele é justa. A Associação Campo-Grandense Beneficente de Reabilitação atende mensalmente scerca de 130 pessoas que precisam ser reabilitadas. Deste toral, cerca de 80% foram vítimas de acidentes no trânsito.

Jornal Midiamax