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Após merenda, mais de 100 crianças passam mal em escola pública de Campo Grande

Ambulâncias do SAMU e dos Bombeiros e até microônibus transportaram os estudantes para diversos hospitais e postos de saúde da Capital. Foram recolhidas amostras de ingredientes e de água servida às crianças.

Arquivo Publicado em 27/09/2011, às 19h21

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Ambulâncias do SAMU e dos Bombeiros e até microônibus transportaram os estudantes para diversos hospitais e postos de saúde da Capital. Foram recolhidas amostras de ingredientes e de água servida às crianças.

Mais de 100 alunos passaram mal após o lanche da tarde na escola pública Iracema Maria Vicente, que fica na Avenida Três Barras, esquina com a Rua Roterdã, no Bairro Rita Vieira, em Campo Grande. 



Segundo informações do Corpo de Bombeiros, a primeira viatura foi acionada por volta das 15h41 desta tarde. Mais de 12 ambulâncias foram até o local, entre viaturas dos Bombeiros e do Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência).



A tia de um aluno, que não quis se identificar, informou à redação do Midiamax que o seu sobrinho se salvou da intoxicação porque não comeu o lanche hoje.



 “A sala inteira não lanchou, foi a única que se salvou. Eu acho um absurdo, as crianças estão passando mal desde às 14h30 e ninguém avisou à família. Eu precisei chegar à escola para buscar meu sobrinho para ficar sabendo do que aconteceu”, desabafa. 



Todas as crianças já foram encaminhadas a diversos postos de saúde e hospitais da Capital, mas ainda não foi contabilizado e nem divulgado o número oficial dos casos. Tanto a Secretaria Municipal de Saúde quanto de Educação se mobilizaram para controlar a situação e atender os familiares.


Na escola, o desespero tomou conta da avó Odete Maciel, de 59 anos, que não sabia como estava sua neta de 9 anos de idade, que cursa a 3ª série.  “Não sei o que aconteceu com a minha neta, só sei que ela está no hospital. Isso é um absurdo, só fui informada agora que ela está no Hospital Universitário. A escola não tinha este direito, isso é grave”, desabafou a senhora.


A assessoria de comunicação da Prefeitura justificou que a prioridade é a saúde e o bem-estar das crianças.


“Nossa preocupação maior foi atender as crianças, que estavam passando mal. Depois montamos uma equipe para avisar todos os pais sobre o que estava acontecendo. Os pais que não tiverem condições também têm à disposição veículos aqui na escola, para encaminhá-los aos hospitais indicados”, explicou.


O laudo sobre o que realmente causou esta intoxicação ainda não foi concluído. A Prefeitura garante que haverá agilidade da Secretaria de Saúde e que todo o material, como água e alimento já estão sendo analisados.


“Na verdade, infelizmente trata-se de um caso de intoxicação alimentar. Até o momento não há registros de nenhum caso mais grave. Mas por ser crianças a preocupação é sempre maior”, salientou a Assessoria.


No Posto de Saúde do Tiradentes, próximo da escola, há casos graves de desidratação em que a criança teve que ser medicada com soro.


Paula Vanessa Oliveira, mãe de Cauã Teodoro, de 5 anos, relatou que agora seu filho está melhor, só que passou a ter disenteria também. “Ligaram no celular da avó dele e mandaram buscá-lo na escola. Como ele não parava de vomitar eu mesma resolvi trazê-lo pra cá”, contou a mãe.
Jornal Midiamax