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Após ficar 18 meses detido por homicídio, ‘bandido mirim’ de Dourados mata mais dois

Eduardo de Jesus Oliveira desde o início da adolescência mostrou tendência para o crime. Com um rosto bochechudo e “cara de anjo” Eduardo logo ganhou o apelido de “Cachoeirinha” numa alusão ao bairro mais problemático de Dourados, onde nasceu há 18 anos. Na tarde desta quinta-feira chegou ao fim a carreira de Cachoeirinha considerado pela […]

Arquivo Publicado em 01/05/2011, às 17h04

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Eduardo de Jesus Oliveira desde o início da adolescência mostrou tendência para o crime. Com um rosto bochechudo e “cara de anjo” Eduardo logo ganhou o apelido de “Cachoeirinha” numa alusão ao bairro mais problemático de Dourados, onde nasceu há 18 anos.


Na tarde desta quinta-feira chegou ao fim a carreira de Cachoeirinha considerado pela Polícia como o maior “bandido mirim” da cidade. A “casa caiu” para Eduardo e mais cinco comparsas durante uma operação da DEFRON (Delegacia Especializada de Repressão aos crimes de Fronteira).


Eduardo foi preso com 11 quilos e 840 gramas da maconha que havia comprado no Paraguai e tentava traficar para Cuiabá (MT). Junto com Eduardo estava Gilson Rodrigues de Moura Junior, o Juninho também com 18 anos de idade. Eles foram algemados ainda dentro de um ônibus que ia para a capital do Mato Grosso.


Os crimes de Cachoeirinha começaram a ser praticados no início da adolescência. Pequenos furtos e agressões foram marcas comuns no currículo de Eduardo que chegou a ficar um ano e meio preso na UNEI (Unidade Educacional de Internação para Adolescentes Infratores) por ter assassinado um jovem no Jardim Pantanal.


Ao completar 18 anos Cachoeirinha deixou as UNEI e voltou a praticar crimes. Em 30 de janeiro deste ano Eduardo Cachoeirinha assassinou Murilo Oliveira Lopes, 19 anos, numa festa no Espaço da Aldeia.


No dia 26 de março ele voltou a matar. Neste dia segundo inquérito policial, Cachoeirinha ao tentar matar João Rodrigues de Oliveira, 20 anos o João Capeta, seu “inimigo declarado” acabou acertando Fabiana Rodrigues Oliveira, 26 anos. Com vários tiros a irmã de Capeta morreu instantaneamente.


A partir de agora Cachoeirinha terá como endereço uma cela da Penitenciária de Segurança Máxima Harry Amorim Costa de Dourados onde deverá esperar o julgamento dos três assassinatos e a sentença pelo “tráfico de maconha”.


Caso mais recente

Na operação da DEFRON que contou com a participação de policiais do DOF (Departamento de Operações de Fronteira), além de Cachoeirinha e Juninho foram presos mais três homens envolvidos no tráfico de drogas.


Ao serem presos Cachoeirinha e Juninho afirmaram que compraram os 11 quilos 840 gramas de maconha de Edmilson Vito Rumão, o “Choco”, de 39 anos por R$ 1.500,00. Minutos depois Chocho foi preso com os R$ 1.500,00.


Os policiais seguiram para a casa de Eduardo Cachoeirinha onde encontraram mais 5 quilos e 55 gramas de maconha escondidos debaixo de um sofá. Na casa prenderam Aldecir Ribeiro Alfredo, de 29 anos e Rondinelo Almeida Arruda, de 25 anos. Cachoeirinha havia entregado uma pistola Taurus calibre 40 para Aldecir que repassou para Rondinelo que a guardava na cintura.


Aos policiais do DEFRON, Cachoeirinha disse que cometeu os dois últimos assassinatos por causa de desavenças com Murilo e João Capeta quando estava internado na UNEI.


Ao completar 18 anos e ganhar a liberdade Cachoeirinha matou Murilo e a irmã de Capeta como forma de vingança. Nestes dois homicídios, Eduardo Cachoeirinha confirmou que utilizou a arma apreendida na tarde desta terça-feira.

Jornal Midiamax