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Após analisar imagens, professor conclui que golpe que matou segurança não é de jiu-jitsu

Delegada e presidente da Federação de jiu-jitsu examinaram a fita que registrou imagens da confusão em boate onde um segurança foi morto; um rapaz está preso por suspeitas de ter matado a vítima.

Arquivo Publicado em 23/03/2011, às 20h20

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Delegada e presidente da Federação de jiu-jitsu examinaram a fita que registrou imagens da confusão em boate onde um segurança foi morto; um rapaz está preso por suspeitas de ter matado a vítima.

A delegada Daniella Kades, do 1° Distrito Policial de Campo Grande, responsável pelas investigações do caso do segurança Jeferson Bruno Gomes Escobar, 23, morto com traumatismo torácico, causado possivelmente por um chute dado por Christiano Luna Almeida, 23, numa casa noturna na avenida Afonso Pena em Campo Grande no último sábado (19), analisou as imagens do circuito do bar.

O presidente da Federação Sul-mato-grossense de Jiu-Jitsu Edemir Firmino foi convidado pela polícia para analisar as imagens e apontar se algum golpe da luta foi utilizado por Christiano. O uso de qualquer tipo de arte marcial nestes casos pode qualificar o crime. Outras duas pessoas foram escutadas pela polícia nesta quarta.

O presidente da federação confirmou a informação já dada à imprensa de que nos vídeos não aparece nenhum golpe da arte marcial desferido por Cristiano, que já treinou a modalidade.

A causa da morte do segurança, segundo a certidão de óbito, foi o de insuficiência respiratória. A vítima teve o diafragma atingido causando o trauma.

Já como testemunha do caso, um dos garçons presente no dia, confirmou à polícia que foi vítima de situação vexatória onde Christiano teria passado a mão em suas nádegas ao menos três vezes durante a noite.

O funcionário da casa noturna também disse que foi vítima de ofensas racistas por conta do autor. De acordo com a delegada Daniella Kades, depende agora do garçom querer representar criminalmente contra Christiano por causa das injúrias.

Outro que esteve na delegacia foi o estudante Rafael Mecchi, 22, também agredido por Christiano em 2009 após uma festa. Ele relatou que na data, foi chamar o primo para sair da confusão quando sofreu chutes e joelhadas no rosto dadas pelo acusado.

O laudo necroscópico da morte de Jeferson fica pronto na próxima segunda-feira (28) junto com inquérito policial. Nas investigações policiais, Christiano é acusado de lesão corporal dolosa seguida de morte. Ele encontra-se no Presídio de Trânsito de Campo Grande (Ptran).


Veja o vídeo

Jornal Midiamax