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Após 21 dias parados, bancários aceitam proposta e encerram greve em MS

Categoria seguiu orientação do Comando Nacional dos Bancários e aceitou a proposta da Fenaban (Federação Nacional dos Bancos) de 9% de reajuste, valorização do piso da categoria em 12% e melhorias na Participação nos Lucros e Resultados.

Arquivo Publicado em 17/10/2011, às 22h20

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Categoria seguiu orientação do Comando Nacional dos Bancários e aceitou a proposta da Fenaban (Federação Nacional dos Bancos) de 9% de reajuste, valorização do piso da categoria em 12% e melhorias na Participação nos Lucros e Resultados.

Após 21 dias, chegou ao fim a grave dos bancários em Mato Grosso do Sul. A categoria se reuniu na noite desta segunda-feira (17) e aceitou a proposta da Fenaban (Federação Nacional dos Bancos) de 9% (inflação do período mais aumento real de 1,5%), valorização do piso da categoria em 12% (aumento real de 4,3%) e melhorias na Participação nos Lucros e Resultados (PLR), com elevação da parcela fixa da regra básica (reajuste de 27,2%) e do teto da parcela adicional (reajuste de 16,7%).


“Saímos vitoriosos, pois encontramos patrões resistentes ao diálogo. Eles tinham resistência em oferecer valorização aos funcionários, mas a união e a força da categoria conseguiram pressionar a Fenaban”, comemorou a presidente do sindicato dos Bancários de Campo Grande e Região, Iaci Azamor Torres.


No início da grave, a Fenaban oferecia aumento de 7,8%. Depois, o percentual subiu para 8 e 8%, que também foram negados pela categoria. Segundo o sindicato, quase uma centena das 146 agências de Campo Grande e região aderiram à greve, que foi a maior em número de adesão em todo o Brasil nos últimos 20 anos.


Agora, segundo Iaci, os serviços internos, como análises de processos de empréstimo, devem ser normalizados em, no máximo, dez dias.


A reunião que selou o fim da greve durou pouco mais de uma hora na sede do Sindicato dos Bancários, em Campo Grande, e reuniu cerca de 160 profissionais. A partir desta terça-feira (18), todas as agências voltam a funcionar normalmente.


Os dias de greve não serão descontados, mas serão compensados em até duas horas por dia, de segunda a sexta-feira, até o dia 15 de dezembro e, assim como nos anos anteriores, eventual saldo após esse período será anistiado.


“Derrotamos a visão atrasada de que salário gera inflação e garantimos a continuidade, desde 2004, da política de recomposição salarial dos bancários, com aumento real pelo oitavo ano consecutivo e valorização do piso, como forma de fortalecer o desenvolvimento econômico com distribuição de renda”, comemorou o presidente do Sindicato dos Bancários de Dourados e Região, Raul Verão.

Jornal Midiamax