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Apesar de R$ 200 milhões em perdas, Pantanal não deve ter supercheia em Mato Grosso do Sul

A Embrapa deve concluir nesta segunda (21) laudo técnico para o pedido de decreto de estado de emergência no pantanal de Mato Grosso do Sul. Pecuaristas estão removendo animais para áreas mais altas.

Arquivo Publicado em 21/03/2011, às 12h20

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A Embrapa deve concluir nesta segunda (21) laudo técnico para o pedido de decreto de estado de emergência no pantanal de Mato Grosso do Sul. Pecuaristas estão removendo animais para áreas mais altas.

A Embrapa Pantanal deve concluir nesta segunda-feira (21) o laudo técnico que vai embasar o pedido de decreto de estado de emergência na planície pantaneira de Mato Grosso do Sul. O grande volume de chuva nos últimos meses é o principal motivo das cheias que já assustam a região.

Os municípios de Coxim, Rio Verde, Aquidauana, Miranda, Porto Murtinho e Corumbá fazem parte da planície pantaneira e são os mais afetados com as enchentes.

Segundo o pesquisador da Embrapa Pantanal, Urbano Gomes de Abreu, já é estimado R$ 200 milhões em perdas diretas na agropecuária de Mato Grosso do Sul. Ele que explica que as perdas diretas incluem principalmente a perda de peso do gado, mortalidade e diminuição de produtividade. Ainda existem as perdas indiretas, com deslocamento de gado, arrendamento de pasto, infraestrutura das fazendas, entre outros prejuízos.

Urbano explica que a diferença das cheias de 2011 para os outros anos foi a grande quantidade de chuva em pouco tempo, em seis meses choveu pouco menos de 1000 milímetros.

Já o pesquisador Ivan Bergier, destaca que ainda não é esperado uma supercheia este ano, porém as águas devem se antecipar e o pico acontecer em meados de maio, quando o rio Paraguai, em Ladário deve chegar a 5,30 metros.

Jornal Midiamax