Geral

Amorim fala da Operação Ágata 2 em Dourados

Em Dourados o Ministro da Defesa, Celso Amorim, faz um balanço parcial da Operação Ágata 2 para a imprensa. André Puccinelli, questionado sobre uma possível entrada da aftosa, se resumiu a agradecer às Forças Armadas pelo apoio.

Arquivo Publicado em 22/09/2011, às 21h20

None
2144794177.jpg

Em Dourados o Ministro da Defesa, Celso Amorim, faz um balanço parcial da Operação Ágata 2 para a imprensa. André Puccinelli, questionado sobre uma possível entrada da aftosa, se resumiu a agradecer às Forças Armadas pelo apoio.

O Ministro da Defesa, Celso Amorim esteve nesta quinta-feira (22) em Dourados, para acompanhar as ações da Operação Ágata 2, realizada pelos ministérios da Defesa, da Justiça, além das Polícia Federal, Rodoviária Federal e Estadual e as Forças Armadas. A ação reúne 1.600 militares do Exército, 300 da Marinha e 450 da Força Aérea Brasileira. Além disso, integram a operação os efetivos do IBAMA, Receita Federal, Secretaria de Justiça e Segurança Pública e a Agência Brasileira de Inteligência (ABIN).


Amorim chegou a Dourados por volta das 11h10, onde foi recepcionado pelo Governador André Puccinelli e membros das Forças Armadas no aeroporto municipal. Do lado de fora da grade de onde se encontravam as barracas de campanha instaladas pelo Exército para a Operação Ágata 2, onde as autoridades receberam o ministro, duas Acadêmicas do curso de Relações Internacionais da UFGD, pediram ao ministro para serem fotografadas com ele: “Nosso Centro Acadêmico chama-se Embaixador Celso Amorim”, diziam as estudantes. Puccinelli que estava ao lado do ministro, disse irônico, “Vai lá ministro. Elas são suas fãs”.


Sorridente Celso foi até a grade conversar com as acadêmicas. Porém o protocolo não permitia que elas entrassem. Ficou acertado com a coordenação do curso de Relações Internacionais de que os estudantes iriam encontrar com Celso Amorim no final de sua passagem por Dourados. Após o breve papo, Amorim seguiu para o 4° Batalhão de Cavalaria Mecanizada, onde recebeu os relatórios da Operação Ágata 2.


Após a reunião de mais de uma hora a portas fechadas, Amorim falou brevemente com a imprensa.


Aftosa


Ao ser questionado se a Operação Ágata 2 ajudaria a conter a ‘entrada’ da febre aftosa para o Estado, Amorim respondeu: “As Forças Armadas no local passaram a ajudar. Agora que temos uma visão mais clara do que é necessário”. Segundo o ministro, tanto exército – como a força terrestre – quanto a marinha estação à disposição quando for necessário,uma vez que a passagem dos animais também podem se dar por rios. “Ela (a operação) pode voltar de alguma maneira com foco localizado. Mesmo depois de desmobilizada, nós podemos ter meios que estejam dedicados especificamente na contensão do transito desses animais que vem de uma área onde há a febre aftosa”, afirmou Amorim.


Amorim ainda disse que “o reforço já está dado”. Segundo o ministro existe agora a possibilidade de reconcentração de meios em área que seja preferencial pra esse tipo de trânsito, que não é necessariamente a mesma por onde ‘passam’ as drogas, ou por onde entra o contrabando.


A redação do Midiamax questionou André Puccinelli sobre a participação do Governo do Estado na prevenção da entrada da aftosa em MS. O governador apenas afirmou que: “Nós estamos justamente agradecidos ao exército, à aeronáutica e à marinha pelo auxílio que eles nos dão pra que isto não ocorra. Mas estamos fiscalizando para que possamos nos prevenir”.


“Sai o exército entra o tráfico”


Questionado sobre a baixa captura de entorpecentes durante os dias da Ágata 2 em MS – ao todo, apenas dois quilos de maconha e 400 gramas de cocaína foram apreendidos – o ministro respondeu: “Nesta época as apreensões necessariamente são menores, porque há uma retração do tráfico, mas isso em si já é uma coisa boa, porque diminui a criminalidade naquele período”. Amorim afirmou ainda que as avaliações que recebeu sobre a Operação Ágata 1, que aconteceu na Amazônia, na qual a operação efetivamente já havia terminado, mas “aquele trânsito que ficou reprimido e quis passar de qualquer maneira, digamos, possibilitou apreensões maiores do que normalmente” disse o ministro.


Sobre um possível retorno dos criminosos após a ‘saída’ das Forças Armadas, Amorim foi taxativo: “Não é bem assim, porque o Exército ‘não sai’”. Segundo Celso, o Exército de um modo geral não recua de vez, “ele pode voltar em outras operações, conhecendo inclusive melhor o terreno, inclusive conjugadas com a polícia federal, com a polícia militar, com as polícias estaduais, com muito mais conhecimento e preparo”. O ministro lembra que existe uma operação permanente, que é conduzida pelo Ministério da justiça, que é a operação sentinela.


Operação integrada


Sobre uma possível operação integrada com o exército paraguaio para conter o avanço das quadrilhas de narcotraficantes, Amorim afirmou que já tem havido algumas operações conjuntas: “Provavelmente isso vai se intensificar com a colaboração dos nossos vizinhos, do Paraguai, mas também de outros vizinhos”.


Sobre os valores gastos na operação até o momento, Amorim apenas afirmou, antes de deixar o 4° Batalhão de Cavalaria Mecanizada: “O custo dessa operação é sobretudo para os criminosos. Para o Governo tem sido um ganho”.


Infiltrada


Uma das estudantes de Relações Internacionais conseguiu, ‘infiltrada’, entrar junto com os jornalistas no 4° Batalhão. Na saída de Celso Amorim, a jovem que já havia ganhado a simpatia dos jornalistas, conseguiu, enfim, a foto com o ministro.

Jornal Midiamax