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Aeroviários e empresas aéreas não entram em acordo em SP, mas greve só será decidida depois do Natal

Acabou sem acordo a reunião de conciliação que aconteceu na tarde desta quinta-feira (22) entre o Sindicato dos Aeroviários do Estado de São Paulo e as companhias aéreas no TRT (Tribunal Regional do Trabalho). Segundo informou o presidente da Fntta (Federação Nacional dos Trabalhadores em Transporte Aéreo), Uébio José da Silva, as empresas não aceitaram […]

Arquivo Publicado em 22/12/2011, às 21h06

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Acabou sem acordo a reunião de conciliação que aconteceu na tarde desta quinta-feira (22) entre o Sindicato dos Aeroviários do Estado de São Paulo e as companhias aéreas no TRT (Tribunal Regional do Trabalho). Segundo informou o presidente da Fntta (Federação Nacional dos Trabalhadores em Transporte Aéreo), Uébio José da Silva, as empresas não aceitaram conceder o reajuste de 7% proposto pelo tribunal.


Uébio disse que está, no entanto, descartada a possibilidade de uma greve dos aeroviários – pessoal que trabalha em terra – antes de segunda-feira (26) devido às condições impostas pelo TRT. De acordo com ele, ficou decidido que, em caso de paralisação, o sindicato deverá informar o início da greve com 72h de antecedência e manter, ao menos 80%, dos funcionários trabalhando.


Condições semelhantes fizeram o Sindicato Nacional dos Aeronautas desistir de deflagrar uma greve nacional e aceitar a proposta de 6,5% de reajuste salarial. Para o presidente do sindicato que representa pilotos, copilotos e comissários de bordo, Gelson Fochesato, as determinações do TST (Tribunal Superior do Trabalho) tornaram a greve “praticamente impossível”.


O presidente do TST, João Oreste Dalazen, determinou ontem (21) que pelo menos 80% dos aeronautas e aeroviários estejam em seus postos de trabalho nos dias que antecedem os feriados de Natal e Ano-Novo.


Fochesato admitiu que a impossibilidade de deflagrar uma paralisação levou a categoria a aceitar um acordo insatisfatório. “Provamos por números que a lucratividade das empresas justifica tranquilamente e repasse de 10% [de aumento] – inflação e mais 3,5% de produtividade. Então, é evidente que é pouco”.


Jornal Midiamax