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Abandonados na maternidade, gêmeos prematuros lutam pela vida em abrigo de Campo Grande

Um dos bebês está no abrigo com a saúde debilitada e o outro internado na Santa Casa com pneumonia

Arquivo Publicado em 24/12/2011, às 20h43

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Um dos bebês está no abrigo com a saúde debilitada e o outro internado na Santa Casa com pneumonia

Nascidos prematuros no último dia 2 de dezembro, no Hospital Universitário de Campo Grande, os gêmeos abandonados pela mãe receberam alta no dia 9 de dezembro e foram encaminhados pelo Conselho Tutelar ao SOS Abrigo. Sem estrutura para ficar com os recém nascidos, eles conseguiram uma vaga no abrigo Vovó Túlia, onde estão desde a última segunda-feira (19).


Segundo informações da advogada e presidente da Comissão de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente da OAB/MS, Maria Claudeth Cardoso Leal, que acompanha o caso e conseguiu a vaga no abrigo, um deles está no Vovó Túlia com a saúde debilitada e o outro está internado na Santa Casa com pneumonia.


Sem muitas informações a respeito dos bebês e do paradeiro da mãe, Maria Claudeth luta para conseguir um atendimento de saúde digno para eles. De acordo com a análise de um médico que consultou os gêmeos, mas que não quis ter a identidade revelada, os recém nascidos precisam ficar em um berçário com enfermaria.


“Eles não podiam ter recebido alta, mas o período de incubadora já passou. A situação deles é de alto risco de morte, precisam de um lugar com aparelhos que deem conta de atendê-los”, diz o médico.


A irmã responsável pelo Vovó Túlia, que também não quis se identificar, contou que no abrigo há 12 crianças, sendo que a mais velha tem 1 ano e 6 meses. “Não tínhamos condições de ficar com os gêmeos, mas me compadeci ao vê-los, não tem como deixá-los abandonados de novo”, diz.


Segundo Maria Claudeth, mesmo todos os hospitais tendo berçário com enfermaria, ela não conseguiu vaga em nenhum. “Se o bebê que está no abrigo não reagir e precisar ser internado, vou correr com ele para o hospital. Se não arrumar vaga, entro com ação de obrigação de fazer, com pedido de liminar”, explica.


Ainda de acordo com a advogada, o caso dos gêmeos só poderá começar ser desenrolado após o dia 6 de janeiro de 2012, quando o Fórum volta a funcionar. Durante o período de processo, os bebês estão sob responsabilidade do abrigo e à mercê do atendimento público.


A equipe de reportagem não obteve resultado ao tentar contato com a Santa Casa e o Hospital Universitário.

Jornal Midiamax