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“A cor de um sonho” leva crianças de instituições a construírem seu próprio livro-arte

Através de atividades lúdicas, as crianças aprendem mais do que arte: valores

Arquivo Publicado em 18/10/2011, às 19h45

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Através de atividades lúdicas, as crianças aprendem mais do que arte: valores

Tendo como base o livro “Enquanto mamãe não vem” da Procuradora de Justiça Ariadne Cantú, crianças de cinco instituições de acolhimento estão participando do projeto “A cor de um sonho”. O projeto consiste na realização de sete oficinas ministradas pela artista plástica e arte-educadora Ana Ruas com crianças institucionalizadas, onde elas aprendem valores através da arte. As atividades estão sendo realizadas no ateliê da artista plástica, Rua Inah Cesar Rosas, e vão até quinta-feira (20).

Divididas em turmas de seis a oito e de nove a 13 anos, cerca de 100 crianças serão privilegiadas com o projeto. Essa é uma iniciativa da Editora Alvorada, responsável pela 2º Edição da obra “Enquanto mamãe não vem”.

Ana Ruas leva as crianças a percorrerem um labirinto, que em muito se parece com as dificuldades e obstáculos que enfrentam no dia-a-dia. Os personagens de estudo são formiguinhas, por seu famoso espírito trabalhador, determinado, paciente e corajoso. A partir do momento que as crianças vão avançando nas atividades, vão sendo levadas a pensar: quais seus desafios diários e o que querem alcançar.

Pela manhã segunda (17) foi a vez do abrigo Casa da Criança Peniel realizar as atividades, e a tarde o Lar Vovó Miloca. Ao todo, mais de vinte crianças tiveram a oportunidade de conhecer o ateliê e realizar as atividades. E o resultado já começa a aparecer. João (nome fictício), por exemplo, tem apenas oito anos, mas já assimilou bem o significado do projeto. “Com a pintura eu aprendi que tenho que ser paciente, fazer direitinho, senão fica tudo errado. E acho que uma coisa que tenho em comum com as formiguinhas é que eu não desisto das coisas, dos meus sonhos”.

Para a artista, mais importante que os resultados é o processo de criação. “A vivência que estão tendo aqui, o que estão produzindo é a verdadeira riqueza da atividade. É normal que no final de alguns labirintos apareça a mãe, o pai, irmãos, enfim a família, pois são crianças em situação de acolhimento. E como todo sonho para ser alcançado, quem sonha precisa antes de tudo acreditar, ser persistente, ser paciente, assim como a formiga que também aparece nas paredes do ateliê.

Exposição Itinerante

Ao todo serão sete livros-arte que irão correr o Estado, sendo que a primeira mostra será realizada no Museu de Arte Contemporânea – MARCO, no próximo dia 29. Além da abertura da Exposição Itinerante, será montado um espaço para as crianças com brinquedos e recreação. Fotografias também serão expostas no mesmo dia.

Jornal Midiamax