Geral

Zelaya deixa o país quarta-feira, depois da posse de Lobo

O presidente eleito de Honduras, Porfirio Lobo, toma posse quarta-feira e promete um governo de conciliação nacional após a crise política e os conflitos que seguiram a deposição do então presidente, Manuel Zelaya, em 28 de junho. Logo após a posse, o líder deposto promete deixar a embaixada brasileira em Tegucigalpa, onde se abriga há […]

Arquivo Publicado em 27/01/2010, às 01h39

None

O presidente eleito de Honduras, Porfirio Lobo, toma posse quarta-feira e promete um governo de conciliação nacional após a crise política e os conflitos que seguiram a deposição do então presidente, Manuel Zelaya, em 28 de junho. Logo após a posse, o líder deposto promete deixar a embaixada brasileira em Tegucigalpa, onde se abriga há quatro meses, depois que voltou clandestinamente ao país. A saída de Zelaya será possível graças a um salvo conduto acordado em 20 de janeiro, entre Lobo e o governo da República Dominicana, para onde Zelaya voará assim que o novo presidente hondurenho tomar posse. Lobo prometeu acompanhar Zelaya até o aroporto. O líder deposto chegará na República Dominicana como hóspede.

Lobo defende uma lei de anistia, visando perdoar os possíveis crimes políticos de todos os envolvidos na crise. Terça-feira, um juiz hondurenho absolveu das acusações de abuso de autoridade e violação de direitos humanos os comandantes militares que expulsaram Zelaya do país, em junho, enviando-o à força para a Costa Rica.

Denúncias

A absolvição contrastou com a divulgação, pela Anistia Internacional, de um relatório que traz uma série de denúncias sobre supostos abusos cometidos pelo governo interino do país, comandado por Roberto Micheletti, que assumiu após a deposição de Zelaya. Segundo a Anistia Internacional, agentes de segurança do governo golpista fizeram “uso excessivo da força” durante os protestos contra a deposição do presidente eleito.

Citando como fonte “dezenas de testemunhas” ouvidas durante visitas a Honduras, a organização diz que as forças hondurenhas cometeram “execuções ilegais”, “torturas” e “prisões arbitrárias” contra membros da oposição.

Ainda de acordo com o documento, ativistas de direitos humanos, líderes oposicionistas e juízes teriam sido alvos de ameaças e intimidação. Além disso, teriam sido registrados relatos de abusos sexuais contra meninas e mulheres.

O presidente deposto disse terça-feira que vai voltar a Honduras depois que o país passar por um processo de reconciliação política. Após chegar à República Dominicana, Zelaya deve passar uma temporada no México.

Jornal Midiamax