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Zeca denuncia suposta espionagem contra sua campanha eleitoral

Candidato ao Governo pelo PT informou à OAB e vai levar a denúncia para a Polícia Federal sobre a suspeita do uso do 'Serviço Reservado' monitorando os passos da coligação "A Força do Povo".

Arquivo Publicado em 15/07/2010, às 12h32

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Candidato ao Governo pelo PT informou à OAB e vai levar a denúncia para a Polícia Federal sobre a suspeita do uso do ‘Serviço Reservado’ monitorando os passos da coligação “A Força do Povo”.

O candidato a governador Zeca do PT foi até a Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Mato Grosso do Sul, na manhã desta quarta-feira (15), sugerir a criação de um comitê cívico para acompanhar as eleições deste ano.


As 10h, ele, a candidata a vice-governadora, Tatiana Azambuja Ujacow, o candidato a senador Dagoberto Nogueira e a assessoria jurídica da coligação “A Força do Povo” seguiriam para a Polícia Federal, onde prometem relatar episódios considerados suspeitos por Zeca que, segundo o petista, podem prejudicar o processo eleitoral deste ano no Estado.


Zeca do PT relatou ao presidente da OAB, Leonardo Duarte, que estão acontecendo “atitudes suspeitas” durante a campanha, que podem atingir negativamente a “disputa democrática pelo Governo do Estado”.


Segundo o candidato, existe um serviço reservado policial que tem “aparecido” em suas caminhadas e reuniões políticas, aparentemente com objetivo de passar informações a algum candidato opositor.


“Já percebi movimentos por onde tenho andado e também perto do comitê central da nossa campanha. Inclusive, um dos escritórios políticos foi arrombado e assaltado recentemente”, disse, ressaltando ainda que um dos coordenadores de sua campanha teve o carro arrombado enquanto participava de evento da coligação.


Durante a visita à OAB, o candidato do PT relembrou algumas situações nas eleições passadas que ele disputou e nas quais também aconteceram “episódios estranhos”.


Um deles foi no pleito de 2006 quando o candidato a deputado Semi Ferraz (PT) foi prejudicado com denúncia de compra de voto que depois, segundo Zeca, foi confirmado que a situação foi armada.


“Por meio de uma quebra de sigilo telefônico autorizado ficou constatado que alguém plantou malotes de dinheiro e depois ligou confirmando que a polícia poderia ir flagrar. “Esta situação prejudicou o candidato da nossa coligação. “Não queremos que situações como esta ocorram novamente”, disse.


“Já tomaram uma eleição no tapa”


“Em 1996 tomaram a eleição no tapa. Agora é diferente, isto não vai acontecer mais”, enfatizou Zeca do PT. Naquela eleição, o governador André Puccinelli, do PMDB, principal adversário de Zeca agora na disputa pelo governo, venceu a eleição e tornou-se prefeito de Campo Grande pela primeira vez.


No encontro de hoje, o presidente da OAB revelou que no próximo dia 23 a entidade vai lançar o “Eleições Limpas”, um serviço onde eleitores e candidatos poderão denunciar supostos esquemas nas eleições como, por exemplo, compra de votos.


O candidato do PT ainda disse que não vai citar nomes que poderiam estar envolvidos em suas suspeitas de espionagem, mas reforçou que o mesmo pedido feito a OAB e Polícia Federal será levado ao Ministério Público Estadual e Ministério Público Federal.


Força Nacional


Zeca do PT declarou que se algum familiar seu, candidatos, assessores, cabos eleitorais ou familiares dos mesmos sofrer algum tipo de perseguição ou acreditar que está sendo espionado ele vai pedir a presença da Força Nacional para acompanhar o pleito no Estado.


A assessoria do candidato pela reeleição, André Puccinelli (PMDB), principal adversário político de Zeca nesta eleição, disse que a coligação não vai se manifestar sobre as afirmações porque o candidato petista não nominou quem seria o mandante de tais atos que levam as suspeitas relatadas na OAB.


Jornal Midiamax